Novas Tecnologias Midiáticas

Tecnologias e Linguagens Midiáticas | Prof. Dr. Francisco Rolfsen Belda

Entrega dos trabalhos da disciplina

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Essa mensagem trata dos critérios de avaliação e prazos para recebimento dos trabalhos da disciplina de Novas Tecnologias. São duas avaliações:

a) um texto dissertativo de 5.000 a 8.000 caracteres sobre novas tecnologias de mídia digital, sintetizando os conhecimentos tratados pela disciplina, a ser publicado como comentário a este post (valor 7);

b) peça de animação desenvolvida em oficina prática, entregue na forma de um arquivo .swf ou .fla (valor 3) enviado para meu email (belda@usp.br).

O prazo final para entrega de ambos é o dia 10/06.

Os alunos que tiveram especial dificuldade em concluir o desenvolvimento da peça de animação podem entregar, em seu lugar, um relato textual de 1.500 a 2.000 caracteres sobre o que aprenderam na oficina e de que forma isso se aplica na prática profissional. Neste caso, o texto também deve ser publicado como comentário a este post.

Outra possibilidade, ainda, é desenvolver a animação de modo mais simples, usando o Power Point e gerando um arquivo final .pps ou .ppt, a ser enviado por email .

Written by Francisco Rolfsen Belda

07/05/2011 às 18:27

Publicado em Disciplina

26 Respostas

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  1. As novas tecnologias e o futuro da comunicação

    Grace Jacob Hermini

    A velocidade com que a tecnologia transforma o ato de comunicar é impressionante e sinaliza que, com a chegada da convergência midiática, o futuro não é mais o amanhã, mas sim, o agora.
    Analisando os textos de Ciro Marcondes Filho (De Como a Cibernética Pôs Abaixo o Mundo Organizado Como Linguagem) e de Henry Jenkins (Cultura da Convergência), é notório como as mídias digitais surgiram não só para modernizar e revolucionar a comunicação, mas também para mostrar ao homem que é sempre possível ir além no campo da linguagem.
    Nas aulas de Novas Tecnologias da Comunicação, foi maravilhoso e ao mesmo tempo espantoso imaginar que num futuro muito, mas muito próximo, reuniões serão conduzidas a partir de avatares, que poderão até mesmo sentar-se numa mesa de reunião ao lado de pessoas de carne e osso, que deverão ouvi-lo e respeitar suas opiniões, pois sua imagem ali projetada tem a equivalência da presença de um humano.
    Grande parte de todas as ferramentas de comunicação cibernéticas que são criadas hoje em dia só se tornaram reais graças ao advento da Internet: a criação que acabou com as distâncias entre países, derrubou fronteiras e apresentou o mundo a tantas facilidades que, para os países com abertura tecnológica e comercial, é terminantemente impensável voltar a viver sem a rede mundial de computadores. Basta reparar o transtorno causado por um dia de trabalho sem Internet; há empresas que têm prejuízos incalculáveis, pois não conseguem fechar um único negócio sequer.
    Quando o mundo achava que os microcomputadores (lê-se também notebooks) seriam os únicos produtos capazes de conciliar trabalho e lazer em apenas um clique, surgiram os celulares, iPhones, netbooks e tablets, cada vez mais compactos fisicamente; mas em contrapartida, ainda mais velozes e capazes de suprir praticamente todas as necessidades do usuário.
    Da comunicação através de grunhidos e gestos à pintura rupestre. Do desenvolvimento fonético à compilação de verbetes que formaram os mais variados idiomas. Das cartas aos telefonemas. Dos telegramas ao e-mail. Do chat à videoconferência em tempo real. Do rádio à TV digital. Os meios de comunicação evoluíram tanto e tão rapidamente que, ao mesmo tempo em que nos sentimos maravilhados em poder desfrutar de tanta tecnologia, também nos tornamos escravos dela: hoje, meu telefone celular não serve apenas para fazer chamadas de voz; ele fotografa, filma, grava sons e envia estes arquivos num simples torpedo; funciona como agenda de compromissos e contatos, rádio, MP3 Player, despertador, calculadora e mais uma infinidade de funções que, sinceramente, ainda não tive tempo de desvendar, tamanha é sua multifuncionalidade. E quando a TV digital chegar efetivamente ao Brasil, nem mesmo de computadores precisaremos mais, pois com um simples ponto de acesso à Internet ligado ao televisor, poderemos fazer compras durante o intervalo de nossos programas favoritos; isso se quisermos ter acesso a propagandas, que ao nosso gosto, poderão ser totalmente excluídas do nosso “cardápio” de programação televisiva. Isso sim será fantástico: permitir-se assistir ao que mais lhe for conveniente num domingo, ao invés de digerir programações fracas em conteúdo, que só se preocupam com a briga pela audiência.
    Na mesma medida em que tecnologia vai criando mecanismos de comunicação e entretenimento cada vez mais perfeitos, às vezes fico me perguntando se em breve não seremos ainda mais escravizados pela mídia. Sou da geração que já se habituou a ler notícias pela Internet, mas jamais imaginei que veria verdadeiros latifúndios jornalísticos sendo esmagados pelos portais e sites de notícias, que conquistam cada vez mais leitores e, consequentemente, cada vez mais anunciantes.
    Em países mais desenvolvidos, escolas primárias já concedem a seus alunos a utilização de notebooks no lugar de cadernos e aí vem outra indagação: se o jornal impresso sucumbiu à Internet, pode a escola física também desaparecer diante de alguma nova tecnologia? Se muito em breve importantes decisões serão tomadas por grupos de representações holográficas, será possível que crianças e jovens absorvam suas bases educacionais como avatares, sem sair de casa e sem trocar experiências de convívio reais? Poderiam então os professores se tornar avatares que assumiriam uma característica física e uma metodologia específicas para se identificar e atingir com mais facilidade uma determinada classe de alunos?
    Encerro esta reflexão sem uma conclusão, mas com duas perguntas que anseiam por repostas: tanta evolução midiática faz bem ao ser humano? O homem será capaz de acompanhar e dominar tantas mudanças?

    Grace Hermini

    10/06/2011 at 17:48

  2. Internet, convergência de mídias, comunicação e consumo

    Por Mariana Nakane

    A Internet, um sistema global que conecta computadores do mundo todo em uma única rede, na medida em que evolui através da criação de plataformas e softwares de forma vertiginosa abrindo novos caminhos para a comunicação, mostra cada vez mais sua força, suas possibilidades ilimitadas, seu poder de interação e disseminação de ideias, informação e entretenimento de maneira globalizada e democrática.

    Com o advento da Web 2.0, desencadeada no fim da década de 90 e início dos anos 2000, essa democratização de conteúdo, tornou-se ainda mais abrangente e poderosa, pois as possibilidades de interatividade na rede foram ampliadas. Considerada uma segunda versão da internet, a Web 2.0 surgiu avassaladora através de redes sociais, blogs, sites de troca de conteúdo, entre outros, criando a alternativa de que tudo o que é produzido através da internet se transforme em um processo colaborativo.

    Isso porque, o internauta, ao navegar pelo vasto e infinito mundo virtual da internet, não apenas absorve conteúdo e sim opina sobre ele, e por vezes é o seu criador. Prova disso está na pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha ao divulgar que 42% dos 49 milhões de brasileiros que usam a internet, publicam conteúdo próprio na rede através de blogs e redes sociais como o Orkut, Twitter e Facebook, entre outros. Além disso, inúmeros portais de notícias como IG e UOL abrem canais para que os próprios internautas postem notícias, contribuindo para o chamado jornalismo colaborativo.

    Outro fator que contribui para o crescimento e evolução dos usuários da Web 2.0 é que tudo o que circula pela rede, pode ser acessado desde um celular, um tablet a um desktop, sendo necessária apenas a conexão com a internet, de qualquer lugar do planeta. Assim, a facilidade com que se dá a comunicação aliada ao pouco investimento que é preciso para navegar por esse mundo virtual de ideias, cria milhões e milhões de adeptos a cada segundo, sem falar nas novas gerações que já nascem literalmente ‘conectadas’.

    Além dessa interação criada entre conteúdo e internauta, uma outra questão que surge a partir do aparecimento e evolução de novas tecnologias que têm como suporte principal a internet, é a da convergência das mídias, já que conectando-se a internet, hoje, as pessoas podem assistir à TV, ouvir emissoras de rádio e ler o conteúdo de jornais, revistas e livros. São todas as plataformas de mídias, antes dispersas em diferentes meios de comunicação, unidas por uma única plataforma.

    Dessa convergência midiática também presenciamos o encadeamento midiático que vai se estabelecendo junto desses novos paradigmas que surgem na comunicação, ao perceber que uma mídia se utiliza da outra para se comunicar, interagir com seu público e vender seu produto, ultrapassando fronteiras. Um exemplo simples desse processo se dá quando uma matéria veiculada no jornal televisivo assim que termina na TV abre um bate-papo sobre o assunto no site ou portal da emissora que a transmitiu.

    Ainda dentro desse panorama presenciamos o surgimento da transmídia, termo em ascensão nos últimos anos. Produtos transmidiáticos são aqueles que surgem de uma propriedade intelectual projetada em alguma plataforma de comunicação, e a partir de então é expandida para outras plataformas. A saga Harry Potter, que surgiu inicialmente como uma série de livros, é um ótimo exemplo, pois expandiu-se de tal forma que foi para o cinema, para o videogame e para outras muitas mídias.

    Toda essa sinergia entre múltiplas mídias tem como propósito o consumo. E quando se fala em consumo, logo se pensa em publicidade e na empresa focada na venda de seus produtos. Com o advento da internet e todas as novas mídias que a envolvem é necessário desenvolver um novo modelo de negócios. Sendo assim, o desafio hoje é
    pensar novos produtos viáveis para esse novo formato, por vezes transmidiático.

    Com isso, principalmente as agências de publicidade que sempre viveram da venda de propagandas, produzidas dentro de uma programação editorial, em meio a um conteúdo determinado, gerando um consumo linear, vivem um momento crítico. Acontece que dentro das novas tecnologias midiáticas nada é estático. As principais características das hipermídias estão na multiplicidade de mídias, em sua virtualidade, não-linearidade, interatividade, usabilidade, ubiquidade, sincronicidade, dinamicidade, funcionalidade e versatilidade.

    Assim como o fazer propaganda deve ser repensada nessa nova era da comunicação, o jornalismo que também é consumido pelas massas, obviamente, precisa passar por mudanças. Um jornal impresso, por exemplo, não pode simplesmente colocar em um site o conteúdo que saiu no jornal impresso do dia. Isso estaria seguindo na contramão de toda a versatilidade possibilitada pela internet. Para fidelizar internautas-consumidores, sites e portais, além de oferecer conteúdo atualizado constantemente, precisam oferecer uma gama de serviços atrativa, e abrir canais para discussão, já que a interatividade é o que reina no novo modelo.

    Contudo, o grande problema em torno da aplicação de novos planos de negócios nas comunicações é que ainda não se tem, isso falando do mercado de trabalho brasileiro, mão-de-obra qualificada para por em prática projetos que pensem na dimensão e abrangência do que as novas tecnologias aliadas à internet permitem fazer e de que forma se pode lucrar com isso. Mas enfim, existem por aí, uma gama de novos produtos oferecidos pela internet em sítios, portais, agências em tempo real, serviços noticiosos sob demanda, Web TV, Web Rádio, Blogs, newsletter via SMS (celular), e-commerce, entre outros.

    Agora, a grande sacada é saber como tirar proveito de tudo isso, diante ainda, de um novo perfil de consumidores, que também mudou nesse início de século, muito em vista das mudanças sofridas pelas formas de comunicação.

    Mariana Nakane

    10/06/2011 at 18:34

  3. Comunicação híbrida: o cenário atual

    Com o surgimento da www, a world wide web, ou a rede de alcance nacional, tecnologia que revolucionou a internet, houve a dinamização da comunicação.
    Quando se fala em comunicação, hoje, não se faz mais referência a somente um meio de comunicação como um jornal, uma revista, um telejornal, uma rádio, uma página de internet, dentre outros. Falar em comunicação atualmente é viajar em um cenário híbrido, em um ambiente em que conceitos e temas se fundem e a interconexão se encarrega da fruição de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, de forma ilimitada e sem fragmentação ou estaticidade. Cultura, economia, política, vida pessoal e social estão interconectadas a todo momento. Produção unilateral não tem valor.
    A classificação de mídia deixou de existir devido aos recursos múltiplos de interatividade. A TV, o jornal e a revista impressos, o rádio, o cinema, o outdoor foram deixados um pouco de lado para darem espaço aos sites, portais, fóruns, web TV, jornais e revistas eletrônicos, blogosfera, postcasts, redes sociais, iphones, ipods, mp3, mp4, plataformas corporativas, dentre tantos outros recursos que diariamente surgem como atrativos para o homem moderno. A vantagem é a simultaneidade no processo interativo com o mundo, o que fornece uma visão suficientemente ampla da evolução.
    O processo é acelerado e o contato com as tecnologias digitais acontece cada vez mais cedo, atingindo um público também mais numeroso. As telas de luz própria ocupam os mais humildes lares e os aparelhos eletrônicos se tornam os brinquedos dos pequenos ainda nem falantes. Isso se deve à imensa necessidade que as pessoas têm de não se sentirem excluídas ou diferentes, mesmo que sua consciência se limite ao ostentar um aparelho portátil bonito, multifuncional e melhor que o do vizinho.
    Neste universo digital de comunicação, o modelo um-todos foi banido para dar lugar ao todos-todos. Não há mais apenas um emissor para vários receptores, mas sim um número ilimitado de emissores para um número ilimitado de receptores. De maneira bem generalizante, tudo é contado, tudo é comentado, tudo se vende, tudo se compra, tudo se compartilha. Tudo é global e democrático, e não necessariamente precisa de significação. E a circulação da informação depende quase que totalmente da participação ativa do consumidor. Este, praticamente um ser digital, produz conteúdo deixando de ser apenas consumidor de informação. Cadeias se estabelecem fácil e rapidamente no processo de disseminação e o conteúdo flui. O acesso a essa rede é permanente e é possível estar interconectado a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar e hora.
    Este espaço hipermidiático, que permite o acesso simultâneo a imagens, sons e textos, é dinâmico, propositalmente não-sequencial e onipresente. Nele, o usuário participa, colabora e seleciona o que deseja ler, ver, ouvir ou consumir, justamente porque não há ordem pré-definida para consumo de informações e/ou produtos. Permite-se filtrar conteúdos e publicidades, assim como eleger amigos, por exemplo. Se antes o consumidor precisava ir à loja para escolher um produto, hoje ele só precisa de um clique para visualizar o produto pré-selecionado pelos outros usuários, restando a ele apenas o trabalho de avaliar se lhe convém ou não adquiri-lo.
    De olho nas exigências do público estão os donos e administradores desses múltiplos suportes midiáticos, que devem ter a preocupação em mostrar bons modelos de negócios, funcionais e que tragam a inovação que sustente esse “sujeito digital” tão ansioso. Só assim também é que terão retorno financeiro pelo investimento. A rede social facebook é um modelo de negócio que deu certo. Uma boa ideia, bem estruturada, que conseguiu reunir mais de 500 milhões de pessoas e tornou-se assustadoramente rentável, gerando receita obtida através de publicidade.
    Entretanto, existem ainda limitações no processo de aquisição de competências para lidar com as novas tecnologias. Falta mão-de-obra qualificada para conduzir novas e boas ideias que combinem perfeitamente com a sofisticação do processo de convergência, além de mais consciência de atualização de conteúdos.
    Há poucos anos, pensar que pessoas assistiriam TV pelo telefone celular, que tecnologias avançadas ajudariam a fazer milagres na atividade médica, que se trabalharia em casa e se faria reunião de negócios com parceiros estrangeiros via internet parecia um pensar futurista. Hoje é banal. Os efeitos da contaminação tecnológica estão à disposição, no entanto nem todos ainda podem usufruir, embora queiram. A condição sócio-econômica da população por enquanto não permite que ela abra mão do televisor tradicional para acessar a programação virtual através das mídias broadcast. O custo é elevado.
    Porém, as transformações não esperam no tempo. São muitas formas de se contar histórias nesse universo… Conceitos como multimídia, crossmídia, transmídia tornaram-se comuns e agregam jornalismo, educação e cultura.
    E a todo este turbilhão de mudanças tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais que damos o nome de convergência.
    Vive-se a imersão na cultura da convergência, como já mencionado, um ambiente “onde as velhas e as novas mídias colidem, onde a mídia corporativa e a mídia alternativa se cruzam, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis”, (JENKINS, 2009). É a cultura que transforma inclusive as pessoas, influenciadas por ideias múltiplas disseminadas, informações vindas de todo o mundo em um universo rico de possibilidades.
    Entretanto, pensar nesse mundo digital híbrido também remete a um outro importante aspecto a ser discutido: a linguagem.
    “A era das altas tecnologias de comunicação mudou radicalmente o papel da linguagem e, com isso, inviabilizou as análises linguísticas clássicas e tradicionais. A rede eletrônica cria novas linguagens, estraçalha com as antigas formas de expressão, reinventa a forma lingüística exigindo de nós novos e inusitados instrumentos de estudo”, (MARCONDES FILHO, 2007).
    As formas de linguagem também são muitas, independende da evolução da tecnologia, mas para atuar nesses novos tempos, uma teoria de comunicação se faz necessária.
    Em suma, observa-se que esse processo de convergência midiática – transição de mídias analógicas para mídias digitais – vem fluindo intensamente. O ambiente é pluridirecional, em que muitos se comunicam com muitos por meio de recursos midiáticos diversos, que suportam uma multiplicidade de conteúdo disseminado por uma linguagem que se renova. Os personagens atuam num cenário que se reconfigura diariamente através do novo. As informações se complementam e o número ilimitado de pessoas é “linkadas” umas às outras transcende distâncias geográficas.

    Lucimara Souza

    11/06/2011 at 2:23

  4. As tecnologias da comunicação
    Rachel Queiroz

    A evolução dos meios midiáticos ao longo do século XXI vem ocupando um espaço significante. O homem junto com a tecnologia e com os meios de comunicação conseguiu nestas últimas décadas dar grandes saltos nas ampliações não apenas de novas descobertas, mas principalmente da expansão aos conglomerados das mídias.
    Podemos dizer que diante desses milhares de avanços, hoje o nosso planeta se transformou nesta aldeia global, a qual ganhou poder e vem cada vez mais ocupando seu espaço.
    No livro “Sociedade em Rede”, o ilustre sociólogo Manuel Castells, trata dos paradigmas das novas tecnologias e seus efeitos na sociedade. Inobstante se faz necessário conceituar o que venha ser paradigma; O conceito de paradigma feito por Carlota Perez, Chistopher Freeman e Giovanni Dosi, ajuda a entender como a tecnologia da informação interage na sociedade:

    Um paradigma econômico e tecnológico é um agrupamento de inovações técnicas, organizacionais e administrativas inter-relacionadas cujas vantagens devem ser descobertas não apenas em uma nova gama de produtos e sistemas, mas também e, sobretudo na dinâmica da estrutura dos custos relativos de todos os possíveis insumos para a produção. Em cada novo paradigma, um insumo específico ou conjunto de insumos pode ser descrito como o “fator-chave” desse paradigma caracterizado pela queda dos custos relativos e pela disponibilidade universal. A mudança contemporânea de paradigma pode ser vista como uma transferência de uma tecnologia baseada principalmente em insumos baratos de energia para uma outra que se baseia predominantemente em insumos baratos de informação derivado do avanço da tecnologia em microeletrônica e telecomunicações.

    O primeiro paradigma, nos ensinamentos de Manuel Castells, é que a informação é a sua matéria-prima: são tecnologias para agir sobre a informação e não o inverso. O segundo paradigma trata da penetrabilidade dos efeitos das novas tecnologias, tendo em vista que a informação é parte integrante do ser humano e irá moldar o indivíduo e a coletividade por este novo meio tecnológico.
    O terceiro paradigma refere-se a lógica das redes em que qualquer sistema ou conjunto de relações, usando essas novas tecnologias da informação. Essa lógica da rede é importante para estruturar o não-estruturado, não afetando a flexibilidade. O quarto paradigma refere-se ao sistema de redes, o qual é flexível, ou seja, não só os processos são reversíveis, mas organizações e instituições podem ser modificadas. Desse modo, as novas tecnologias criam outras composições, adaptações e mudanças.

    O quinto paradigma da revolução tecnológica é a crescente convergência de tecnologias específicas para um sistema altamente integrado, desse modo as telecomunicações, a microeletrônica, a optoeletrônica e os computadores são todos integrados nos sistemas de informação.
    As convergências entre diversas áreas de tecnologia geram o compartilhamento na produção da informação. Thomas Friedman, em seu livro “O mundo é Plano”, trata dessas convergências, em que a primeira convergência, foi oferecer em um mesmo equipamento, scanner, e-mail, impresso, fax e fotocópia. Isso somente ocorreu pela colaboração entre diversas empresas que utilizando as novas tecnologias incrementaram e inovaram a forma de realizar negócios.
    Friedman relata em sua tese que a queda do Muro de Berlim, o surgimento do PC, a Netscape, o fluxo de trabalho, a terceirização, o offshoring, o código aberto, a internalização, a cadeia de fornecimento, a in-formação e os esteróides, este último refere-se: digital, móvel, pessoal e virtual, cita como exemplo o pocketPC da HP. Afirmando que essas dez forças como prefere chamar, interagindo umas com as outras, e descreve como o mundo estava se tornando plano:

    A convergência das dez forças havia criado uma plataforma totalmente nova. È uma plataforma global, que a web tornou possível, para formas múltiplas de colaboração. Essa plataforma permite que indivíduos, grupos, empresas e universidades em qualquer lugar do mundo colaborem – com objetivos de inovação, produção, educação, pesquisa, divertimento e, ai de mim, guerra – como nenhuma plataforma criativa permitira antes. Essa plataforma opera agora independentemente de geografia, distância, tempo e, num futuro próximo, até mesmo idioma. Mais adiante, essa plataforma será o centro de tudo. Riqueza e poder vão se acumular cada vez mais em países, empresas, indivíduos, universidades e grupos que acertarem três coisas: infra-estrutura para se conectar com a plataforma do mundo plano, educação para que mais pessoas participem das inovações – inspirando-se e aproveitando a plataforma – e, finalmente, a governança para obter os melhores resultados dessa plataforma e amortecer seus piores efeitos colaterais. (op cit. p. 239 e 240)

    A segunda convergência que Friedman relata são as plataformas – sistemas operacionais de base para inovações e produção, diz que não mudam com muita freqüência e que por si só não é suficiente para impulsionar a produtividade. E que as novas tecnologias proporcionam maior produtividade, agregada a nova maneira de realizar negócios, o que levaria certo período para adaptação e mudança de hábitos. Em resumo, a convergência dessas dez forças mudou o modo de fazer negócios, e para funcionar de forma plena é preciso que os profissionais de várias áreas, tais como gerentes, designers, consultores, administradores, TI, escolas, etc; colaborassem entre si, gerando novos processos de negócios e novas habilidades, ou seja, um novo modo de realizar e dar mais valor às tecnologias da informação, aumentando assim as possibilidades de inovação.
    A terceira convergência descrita por Friedman é a de:

    novos jogadores, num novo campo de jogo, desenvolvendo novos processos e hábitos para a colaboração horizontal – que constitui, a meu ver, a força mais significativa a moldar a economia e a política globais neste início do século XXI. O fato de tanta gente ter todas essa ferramentas de colaboração ao seu dispor, e a possibilidade de acessar, por meio das ferramentas de colaboração ao seu dispor, e a possibilidade de acessar, por meio das ferramentas de busca e da web, bilhões de páginas de dados brutos, vai garantir que a próxima geração de inovações venha de todos os cantos da Terra Plana. Toda a comunidade global logo poderá tomar parte de descoberta de todos os tipos, e o grau de inovação atingirá patamares jamais vistos antes.

    Com esse pensamento Friedman visualiza um futuro, o qual a globalização “será cada vez mais conduzida por indivíduos que compreenderão o mundo plano, vão adaptar-se com rapidez aos seus processos e tecnologias e se colocarão em movimento sem necessidade de qualquer tratado ou recomendação do FMI (Fundo Monetário Internacional)”.
    Neste contexto, conectados a esta aldeia global por diferentes plataformas, vemos que a concentração desse poder midiático em nossas mãos, nos proporciona grandes melhoras em nosso cotidiano. Tratam-se, agora, da individualização da informação em sites, blogs, uma variedade infinita de espaços virtuais, que atravessam as redes sociais. A esta articulação de diferentes conteúdos e linguagens, e tantas outras possibilidades de formatos nos deixa a seguinte pergunta… Onde queremos chegar?

    Rachel Queiroz de Oliveira Previdelli

    11/06/2011 at 2:42

  5. O caminho das Convergência midiáticas

    André Ap Cláudio

    Este trabalho vem apresentar alguns conceitos, referentes à disciplina apresentada pelo Prof. Dr. Franscisco R. Belda, sobre as Novas Tecnologias. Vem descrever sobre determinados assuntos que estão em voga na atual sociedade Contemporânea, como: Ciberespaço, Novas Mídias, Cibercultaura, Cultura Participativa, de Massa e Convergências Telemáticas. Abordando assim, este novo universo que trata das Novas Tecnologias.

    Podemos ver, como que as informações tomam dimensões muito mais significativas e muito mais abrangentes na atual cultura do século XXI. A chamada Cibercultura, como Marcondes, 2007 gosta de chamar, vem mostrar de que forma a recepção de informação tem se tornado muito maior e mais generalizada, deixando de ser apenas uma recepção de informação pelos veículos de massa como: TV, Rádio, Jornal, Revistas, entre outros.

    Pensemos que a menos de 15 anos atrás, nas Instituições de Ensino, tínhamos uma total forma de recepção de informação, dado pela professora(o) pelo seu livro didático,com os alunos concordando com tudo sem que houvesse algum contrapeso para se contrapor e servir de comparação à informação passada. Diferentemente desta época, já existem diversos veículos de recepção e de disseminação da informação e o melhor, porém não mais seremos apenas ouvintes receptores destas, mas também poderemos ser “autores” destas produções.

    Apesar do conceito de “autor” ser muito mais abrangente, principalmente dependendo da linha de estudo que sigamos, sejam elas de Peche sobre Análise do Discurso (defende o termo autor é quem escreve no sentido mais profundo de polissemia em um texto e não apenas parafrástico, quer dizer, que não trás algo de novo ao que é apresentado) ou então da linha de pensamento de Foucault, que de forma bem simplificada, podemos entender que defende o autor como sendo todo e qualquer indivíduo que escreve e produz algo. Ou seja, na cibercultura, seremos então autores, co-produtores de conteúdo.

    É a liberação da produção, que podemos ver em blogs, twitter, software livre, nos games, laptops, iPods, celulares, etc. Além disso, destacamos a possibilidades de emissão, ou seja, além de produzir o que eu quero, sem precisar de algum tipo de permissão para isto, tudo que o indivíduo produzir só fará sentido, se alguém o ver, ler, comentar, acessar, assistir, seguir, aceitar este indivíduo na comunidade no qual ele esteja inserido. Como cita BURGESS, Jean e GREEN, Joshua, 2009 “o fascínio da imagem atinge seu ápice quando nós somos a própria mensagem”.

    É a troca com outros membros de diferentes grupos que se interligam de forma telemática, como coloca Marcondes, 2007 “Pois é isso que exigem de nós as redes telemáticas: aplicação e desenvolvimento em novas estruturas de navegação não-lineares, ou seja, à distância, compartilhando e discutindo sobre as mesmas idéias e informações, a que ele vem chamar de “comunidades virtuais substitutivas do vazio comunitário real”.

    Este novo conceito traz uma reconfiguração cultural generalizada, ou seja, eu não sei se os jornais, música, livros, revistas, cinema, se tudo que conhecemos como veículos de comunicação, se ainda irão perdurar por muito tempo. Portanto pensar em uma cibercultura é olhar uma convergência ou reconfiguração e não o fim, dos antigos meios de comunicação. Pensar nestas novas mídias vai muito além do novo computador, do novo ipad, ou tablet que o mercado lançou hoje, mas que amanhã estará taxado por antigo, mas é uma nova forma e modelo de pensamento, para encarar esta convergência.

    Jenkis 2009 escreve que “A convergência não ocorre por meio de aparelhos, por mais sofisticados que venham a ser. A convergência ocorre dentro dos cérebros de consumidores individuais e em suas interações sociais com outros.” Para mostrar que somente pelos novos aparelhos não basta, sem que haja o envolvimento da massa, o que chamamos de cultura participativa.

    Vejamos alguns exemplos: Dos quadrinhos, a “Turma da Mônica” é um modelo de convergência midiática, pois começou nos gibis, inicialmente infantil e depois para o público adolescente tendo o crescimento dos personagens. Tudo depois se convergiu em produtos de consumo como fraldas da turma da Mônica para bebês, camisetas, bermudas, bonés, material escolar, brinquedos e todo tipo de acessórios até chegar ao cinema com o filme sobre toda a turminha do escritor Maurício de Sousa. Tudo isto só foi possível, porque teve a participação ativa dos consumidores, público de crianças e posteriormente a mocidade.

    Também podemos citar o documentário “Personal Che”, que fala de várias facetas de Ernesto Che Guevara, de como que em diferentes lugares, ele ficou conhecido por vários adjetivos, de santo até terrorista e revolucionário. E de como a mídia repercutiu tudo isto, colocando a figura de Che, estampado em todo tipo de forma de consumo, produtos e nos mais diferentes meios de comunicação em cartazes, folhetos, bandeiras, livros, cinema, internet e assim sucessivamente em diversos países. É a convergência que Jenkins, 2009 descreve que “no mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplos suportes de mídia”.

    A ideia é atingir milhares de pessoas através do maior numero possível de meios e formas de propagação, pagando-se muito pouco por isto. Exemplos são a própria internet através de suas redes sócias, que se investe o mínimo ou quase nada para um público quase que incalculável. Conceito conhecido por Teoria da Cauda Longa (The Long Tail) em que se aborda modelos de negócios para as mídias digitais, deixando de lado formas ainda usadas mas que começas a cair, em que poucas pessoas investindo muito, para atingir um público específico ou as vezes, muito a baixo do esperado, como faziam antigas empresas, investindo valores altíssimos, por pequenos intervalos comerciais, ou rápidas aparições publicitárias, em TV, Revistas e outros, para atingir um público relativamente menor, comparado ao da internet.

    A era das altas tecnologias de comunicação mudou radicalmente o papel da linguagem e, com isso, inviabilizou as análises lingüísticas clássicas e tradicionais, coloca Marcondes, 2007 sobre estes novos formatos de propagação da cultura.
    Uma nova forma de se fazer comunicação, informação, conteúdo e entretenimento são lançados a todo o momento, convergindo o que é visual, auditivo e material em outras plataformas digitais. Fazendo justamente uma melhora dos antigos meios para os novos. “A convergência representa uma transformação cultural à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos”. Marcondes, 2007.

    Um exemplo de convergência citado por Jenkins, 2009 é da indústria fonográfica caindo cada vez mais, com inúmeras cópias piratas sendo vendidas e do próprio público deixando de comprar desta mídia. A saída seria talvez da cobrança de taxa de download que cada usuário fizer, nos diversos sites de música. As convergências propõem justamente a união de novos artistas, os diversos meios de comunicação fazendo vídeo clips das músicas, que serão pagos pelos anunciantes que queiram aproveitar disto, para suas marcas, tendo um controle sobre os usuários, que será o novo público. “Os velhos meios de comunicação não estão sendo substituídos. Mais propriamente, suas funções e status estão sendo transformados pela introdução de novas tecnologias”. Jenkins, 2009.

    Marcondes, 2007 ainda fala “Tampouco se aplica para o quadro atual o conceito de realidade virtual, cabendo, ao contrário, sua inversão para virtualidade real, visto que nos encontramos num ambiente de vozes, imagens, sons, com quem nos relacionamos diariamente e que não passam de presenças meramente telemáticas”. O que vai muito além de somente uma ou outra função a mais de um dispositivo móvel que as grandes empresas lançaram no mercado tecnológico.

    Tudo acaba girando em torno do consumo, fazendo uma convergência de mídia a novos modelos de mercado, mexendo com a uma cultura de massa participativa, que desta forma passa a desempenhar uma inteligência coletiva, que é muito bem descrito por Jenkins, 2009 quando fala que “A inteligência coletiva pode ser vista como uma fonte alternativa de poder midiático. Estamos aprendendo a usar esse poder em nossas interações diárias dentro da cultura da convergência”.

    A inteligência coletiva vai muito além da inteligência coletiva do ponto de vista do trabalho coletivo como das formigas, mas agora na atual sociedade contemporânea, esta muito mais relacionado com a maneira de pensar das comunidades virtuais. Onde você pode interagir com uma determinada comunidade na internet, para se informar sobre determinado assunto específico, no qual, este grupo faz parte. Este recurso vem sendo usado por um grupo de pessoas muito grande, do que simplesmente acessar um site de busca, aonde ele irá me mostrar outros sites que foram mais acessados, ou que estejam dispostos por conta de determinados interesses financeiros, muitas vezes.

    Como descreve BURGESS, Jean e GREEN, Joshua “O momento agora não é de aguardar um próximo You Tube, ou Facebook, Twitter, mas de descobrir o que estas ferramentas farão daqui para frente e o que poderemos fazer com elas”. É pensar em novos planos de negócios, com este nicho que não para de crescer.

    BIBLIOGRAFIA:

    JENKINS, Henry. A cultura da convergência. Editora Aleph, 2009.

    BURGESS, Jean e GREEN, Joshua. Trad. GIASSETTI, Ricardo. “Youtube e a Revolução Digital”, como o maior fenômeno da cultura participativa transformou a mídia e a sociedade. Ed. Alpeh, 2009.

    MARCONDES FILHO, Ciro. “De como a cibercultura pôs abaixo o mundo organizado como linguagens”. In: Revista USP, nº74, SP – junho/agosto, 2007.

    http://www.compos.org.br/files/09ecompos09_Schmitt_Fialho.pdf

    André Ap Cláudio

    11/06/2011 at 22:33

  6. Sociedade de escolhas na tecnologia do click
    Rogéria Garcia
    “Criar meu web site, fazer minha home-page. Com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleja. Que veleje nesse informar… Eu quero entrar na rede”, diz a canção de Gilberto Gil.
    Segundo dados do Ibope – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, a internet é a mídia que mais cresce. Afinal, mais de 70 milhões de pessoas estão conectadas à rede.
    Mensagem de texto via celular, e-mail, msn, facebook, twitter, chat, blog, teleconferência, fóruns de discussão, youtube, Educação a Distância (EAD) e tantas maravilhas tecnológicas passaram a fazer parte da nossa vida, por que não dizer “rotina”, exigindo cada vez mais instantaneidade.
    Hoje, mais do que “querer entrar na rede”, conviver com as novas tecnologias passou a ser necessidade, afinal, estão presentes por todos os lugares, inclusive nos nossos bolsos que já ficaram pequenos para carregar as “máquinas de MP 1000 e uma utilidade”.
    É claro que toda mudança pode gerar consequências boas ou ruins e a vinda da internet não foi diferente, pois trouxe muitos recursos tecnológicos o que possibilitou a realização de atividades em menos tempo e com melhor qualidade. Mas por outro lado, criou pessoas menos passivas que acreditam que tudo precisa ser resolvido num simples “click”.
    Muitos podem não recordar do antigo formato usado nas escolas para fazer cópias “roxas”, conhecido como mimeógrafo que cheirava a álcool, necessitava de força no braço para rodar as folhas, além de tempo disponível para secá-las, já que do contrário os papeis se agrupavam. Hoje, as impressoras acabaram com este problema e ainda disponibilizam opções cores. Tudo é resolvido com um “click” ou toque.
    Ainda na área da Educação, os trabalhos escolares que consumiam dias de pesquisas e visitas às bibliotecas foram resumidos em “clicks” e muitas salas de aula já substituíram o “velho quadro negro” por lousas digitais. O pó acabou e a disputa entre as crianças para apagar o quadro, também!
    A forma de ensinar segue no caminho do “click”, pois os mestres passaram a “entrar na rede” e trazer aos alunos, aulas mais atrativas com a ajuda da tecnologia digital. Por outro lado, muitos foram eliminados pela Educação à Distância, já que o “relógio corre” e “tempo é dinheiro”.
    Por falar em dinheiro, a tecnologia trouxe também agilidade no trabalho dos bancários. Depósitos, folhas de cheques, retiradas, transferências, tudo integrado na tecnologia do “click”. Mas, o avanço não conseguiu acabar com as filas, que apenas foram substituídas por alguns assentos, se é que eles existem principalmente nos dias 5 e 10 do mês.
    Quanto aos templos religiosos, também se adequaram ao “click” e hoje, quase não se passa mais a “sacolinha”, mas a máquina do cartão de crédito. Ir a igreja se tornou uma questão de opção, porque atualmente é o templo que vai até seu seguidor, seja pela televisão ou internet os líderes estão presentes para apresentar um “show de maravilhas” ou simulação do real, pois com a edição de imagens – tudo parece ser o que muitas vezes não é!
    Para Ciro Marcondes Filho, “a era das altas tecnologias de comunicação mudou radicalmente o papel da linguagem e, com isso, inviabilizou as análises linguísticas e tradicionais. A rede eletrônica cria novas linguagens, estraçalha com as antigas formas de expressão, reinventa a forma linguística exigindo de nós novos e inusitados instrumentos de estudo”.
    Se a linguagem mudou, a comunicação também e a mídia precisou “entrar na rede” para não perder seus seguidores. Rádio, televisão, jornais impressos e revistas, também se tornaram adeptos do “click”.
    As redes sociais é o assunto do momento e existem muitos gestores apostando no sucesso de suas empresas pela tecnologia do “click”. Mas e a presença em tempo real ou o contato pessoal? Talvez não faça mais parte da nossa sociedade, por isso, muitos departamentos estão sendo fechados e profissionais, lançados fora do mercado de trabalho.
    Como explicar esta transformação inesgotável que a sociedade vem passando?
    Segundo o que Henry Jenkis aborda em seu livro: “Cultura da Convergência”, estas transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais têm identidade, trata-se da convergência. “No mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplos suportes de mídia”, diz. “A expressão cultura participativa contrasta com noções mais antigas sobre a passividade dos espectadores dos meios de comunicação. Em vez de falar sobre produtores e consumidores de mídia como ocupantes de papeis separados, podemos agora considerá-los como participantes interagindo de acordo com um novo conjunto de regras, que nenhum de nós entende por completo”.
    Melhor ficar sem entender e continuar pensando “com quantos gigabytes se faz uma jangada, um barco que veleja. Que veleje nesse informar, porque a tecnologia do “click” traz uma novidade em milésimos de segundo e tudo o que existia antes parece ultrapassado.

    Rogéria

    19/06/2011 at 3:47

  7. Se, há alguns anos, precisasse mandar um recado pra alguém com urgência e está pessoa estivesse a milhares de quilômetros de distância e sem um endereço postal, o Máximo que poderia fazer seria em uma próxima vez que a encontrasse, contar-lhe a história do acontecido. Mas agora se a urgência fosse a mesma, com um simples telefonema resolveria a questão. Ok… sem o número do telefone, um e-mail fosse mais viável, se preferisse deixaria um scrap ou uma pílula em 140 caracteres e fora as barreiras do poder de síntese nada mais seria problema.
    Síntese, essa é a palavra em que pensamos toda vez que falamos do homem relacionando-se ou atribuindo a máquinas o que antes era sua especificidade, organizar dados, decorar e decodificar símbolos, armazenar quantidades inesgotáveis de informação (várias delas inúteis), processar e redirecionar produtos, estoques, pessoas e etc. Pensamos em uma síntese da capacidade humana, síntese de memória, do aprofundamento e conhecimento do mundo, síntese da cultura, da conexão de ideias, de raciocínio, síntese da capacidade de pensar. Será que pela relação com a tecnologia o homem aos poucos perde o que o diferencia dos animais irracionais? Em algum momento da evolução ter um polegar opositor era poder distinguir entre uma espécie e outra , mas será que somente a capacidade de digitar e clicar em ícones nos faz hoje diferentes dos primatas, ou compomos uma nova espécie: o Homus Digitales?
    Após algumas exposições e discussões acaloradas e inteligentes, pode-se dizer e pensar, que se ainda não tínhamos nos dado conta, o mundo que nos cerca move-se cada dia mais na velocidade de um clique, no ritmo do abrir e fechar sites de relacionamento ou posts dos diversos e diversificados blogs. Isso permite supor, que apesar da postura altamente otimista ou niilista em relação a como lidamos com a internet e as novas tecnologias, nossos hábitos devem ser repensados, pois várias janelas se abrem a quem está de mente aberta, ou antenado.
    A cada dia que passa, nossa vida exige maior praticidade e se volatiza, por causa do fácil acesso a vantagens virtuais e mesmo o envio de correspondências ou a compra dos mais variados produtos pela internet, estabelecemos relações mais sutis e simplificadas com produtos adquiridos ou pessoas. Ignorar que isso modifica a maneira como nos relacionamos com o mundo é impossível. Muito se tem discutido, às vezes, de maneira leviana sobre os bons e maus usos da internet e derivados, se é possível a comunicação com outros países em questão de segundos, ou fazer transações bancárias, expandir os negócios e promover sua marca,é também possível manipular dados pessoais alheios, lesar psicológica e moralmente, cometer os mais variados crimes pela rede.
    A escola que há mais de duas décadas estabeleceu seu modelo e dinâmica de ensino, esperando um mesmo e eterno perfil de aluno, depara-se hoje com uma velocidade de dispersão aterradora, um campo em que várias funções são executadas ao mesmo tempo e que tem nos sites sua maior fonte de informação. Os velhos modelos que há vários anos são tidos como decadentes realmente nada podem fazer por essa cybergeração.
    A interferência é tão grande que fala-se até em uma mudança no funcionamento da mente humana. Conclusão do fato ou uma brilhante nova espécie ou a decadência total. Será?
    Outras inovações anteriores acontecerem e trouxeram benefícios e grandes transformações para a sociedade: rádio,televisão, os sinais digitais, conexão via satélite, telefonia celular,porém todas exigiram pequenas adaptações.
    O que ocorre agora espanta, porque além de uma mudança muito rápida e viva no nosso comportamento, a adaptação ao que vemos exige uma reorganização de muitas pedras que julgávamos fundamentais na construção da sociedade: leis, regras, limites, espaços, distâncias, importância, valor, ética, sentimento, tudo precisará ser reprogramado e redefinido, se for possível ainda definir alguma coisa, justo, honesto, válido, bom, o que serve ou não como modelo, a capacidade de se informar sobre tudo isso é muito grande, o difícil é relacionar tanta coisa com o que vemos.
    Portanto o que se faz preponderante hoje em dia, ao invés de julgar apressadamente, ou definir pontos de vista extremos, pois pouco se sabe e se usa dessas novas tecnologias, é descobrir a maneira mais prática e menos prejudicial de consumi-la, educando a nós mesmos e as gerações futuras para que usufruam delas de maneira saudável e consciente. Toda mudança gera um conflito, mas propõe uma nova maneira de enxergar e enfrentar problemas que pareciam sem solução, basta que estejamos dispostos e atentos.

    Renato Candido

    19/07/2011 at 20:49

  8. Tendências e inovação em tecnologias de comunicação.

    Uma indústria, líder de mercado com mais de 60% de participação nacional, além da atuação efetiva no mercado internacional, após meio século de existência viu-se perder espaço para os (literalmente) “novos” concorrentes. Hoje, com quase 70 anos, luta para manter os 40% de participação de mercado que ainda possui.
    Com esse cenário podemos refletir sobre o impacto das novas tecnologias digitais na economia de nosso país. As empresas tradicionais, principalmente com gestão mais conservadora, estão caindo vertiginosamente. A causa não é difícil de ser diagnosticada: gestores que não se adaptam às mudanças, resistentes ou descrentes de algum futuro vindo da internet. Falta de contato com o novo.
    Viemos de administrações “um para todos”, onde as organizações apresentavam seus produtos e a sociedade os absorvia. Não existiam informações suficientes para questionamentos e, se houvessem, faltaria um canal para dar o direito à palavra a esse consumidor. Assim cresceu grande parte da mola propulsora da economia no Brasil.
    Com o surgimento da internet e o uso das novas tecnologias através desse recurso, surge o consumidor ativo, que faz pesquisas, objeções. A fidelidade altruísta deixa de ser prioridade. Hoje ele quer preço, qualidade, atendimento. Hoje ele quer voz. E a internet é seu amplificador.
    Como protagonista de sua caixa preta, o consumidor atual é consciente do poder que possui. E faz uso, através de estardalhaços contra alguma marca, ou simplesmente trocando o fornecedor por aquele que estava online no chat do Facebook no momento que surgiu uma dúvida.
    Em consequência, as corporações que não tinham como objeto principal o cliente, perderam espaço e hoje lutam no meio do maremoto. Porém o que vemos são empresas completamente perdidas no uso e na linguagem das novas tecnologias, agravando a situação.
    O avanço vem a galopes e a situação é como trocar pneu com o carro rodando: não há tempo para parar e aprender, é preciso aprender e agir. Rápido, instantâneo, como a internet.
    A assimilação da linguagem nessas ferramentas como extensão do pensamento seria um grande salto. Menos segmentação terno-e-gravata. Mais disposição daquilo que queremos ver, realmente. Se em nossas mentes o pensamento viaja do trabalho ao perfume que a avó usava, em fração de segundos, assim é a internet e assim deve ser a linguagem midiática – agregação dos interesses visando a captação da atenção daquele usuário por mais tempo. Conquista-lo como fã, oferecendo em troca um bom relacionamento… RELACIONAMENTO, talvez a palavra que melhor descreva a linguagem eficiente da comunicação midiática.
    Relacionamento porque o usuário se envolve nos processos de criação, debates ou opinião sobre determinado assunto/produto. Agora ele está a um alcance nunca antes imaginado pelas empresas que, em sua maioria, ainda não valorizam o pote de ouro que possuem nas mãos. Quando, há 20 ou 30 anos, uma grande organização poderia ouvir alguns de seus clientes que ficaram insatisfeitos com o canto arredondado do prato de porcelana? Hoje ela pode inclusive, saber porque as pessoas oferecem jantares, antecipando tendências de mercado e inovando em suas criações.
    Outro problema é o imediatismo que a internet nos trouxe, contrastando com o deadline das empresas que sempre foram longos. Não temos mais que duas horas de paciência para esperar a resposta de uma dúvida enviada por email e há pouco, bem pouco, tempo atrás, esperávamos meses pela solução de um problema. As empresas precisam encarar isso como realidade e se adaptar ao ‘time’ desses novos consumidores. Estar presente, sempre. Afinal, na dúvida entre qual agência contratar para desenvolvimento de uma peça, com certeza clicaremos em “mentions” daquela que acabou de tuitar em nossa timeline.
    Estamos vivenciando uma revolução gigantesca que envolve logística, administração, economia e linguagens. São públicos diferentes presentes em uma mesma plataforma, são inúmeras plataformas, inúmeras “atrações” concorrendo à atenção desse usuário. A capacidade de síntese é fundamental. Queremos o máximo de conteúdo com o mínimo de caracteres, se possível, com imagens e vídeos. E rápido. Ou o concorrente nos ganha com aquele aplicativo novo.
    Observamos a carência de uma Teoria da Comunicação atual. Que ampare os profissionais e futuros com um alicerce consistente relacionando essa nova forma de abordar o receptor. Em contrapartida, diante de mudanças constantes e do surgimento de diferentes mídias em uma velocidade assustadora, formular ou reformular teorias talvez fique impraticável… ou não, se é para se adaptar, que seja também na agilidade do embasamento acadêmico, certo?
    A inserção do todo nessas novas tecnologias traz à tona a necessidade da compreensão do ser humano. Ir além das máquinas e números. Ter alguém de verdade por trás dos relatórios de monitoramento, para analisar mais que métricas, para analisar comportamento, desejos, preferências. Talvez seja uma visão utópica, ou apenas uma questão estrutural, mas se permitir errar, tentar e compreender quem são todos aqueles do outro lado da tela, faria toda a diferença na comunicação eficiente de uma empresa através das novas tecnologias.

    fernandamarchioretto

    14/05/2012 at 2:18

  9. Inovações tecnológicas em ambientes educacionais
    Por Juliana Ninin

    Há basicamente quinze anos, profissionais da educação e estudantes têm vivido em um ambiente em que o fluxo de conteúdos atravessa múltiplos suportes midiáticos.
    Antigamente, os expectadores eram passivos dos meios de comunicação, agora são participantes e produtores, interagem de acordo com um novo conjunto de regras. Há um tempo, não muito distante, o ambiente escolar era limitado, havia o professor, que era o transmissor das informações e o aluno, seu receptor. Como instrumentos de auxílio na aprendizagem havia o quadro negro e o giz para o primeiro, caderno e caneta para o segundo e o livro impresso para ambos.
    Hoje, o professor e o livro tradicional não são as únicas fontes de informação dentro deste ambiente, o profissional pode contar com diversos recursos tecnológicos para preparar sua aula e utilizá-los em aula. Um professor de geografia, por exemplo, não precisa mais sair desconfortavelmente de casa carregando consigo diversos e gigantescos mapas sob o braço, ele pode simplesmente levá-los em um pen drive ou até mesmo acessá-los online, ainda é possível que ele aproxime a imagem quando necessário para detalhar mais um local ou distanciar a imagem para facilitar a compreensão do aluno quanto à localidade. Algo similar também tem ocorrido nas aulas de artes para analisar obras. Aulas de outras disciplinas também têm funcionado de formas cada vez mais inovadoras, facilitando tanto o trabalho do professor quanto a aprendizagem dos alunos, estes não estão mais limitados a ouvir só a fala do professor nas aulas de idiomas, há diversos recursos audiovisuais estimulando este processo de ensino-aprendizagem. Em cada disciplina os professores têm utilizado inovações de acordo com a necessidade.
    Além disso, há um novo ambiente de aprendizagem que não se restringe mais a uma sala de aula física, temos a EAD (educaçao à distância) que tem se tornado cada vez mais efetiva graças a todos os recursos que o avanço tecnológico tem proporcionado. O aluno pode assistir às aulas em tempo real ou não, participar de fóruns, fazer tarefas online, enviar trabalhos e receber correções de qualquer lugar desde que ele esteja conectado.
    Os livros impressos têm sido convertidos em formatos digitais, podemos levar inúmeros deles em objetos leves e pequenos como pen drives, celulares, Ipads, etc.
    A tecnologia também tem facilitado cada vez mais a gestão escolar, quanto ao registro e a manipulação de dados.
    Observa-se também como a comunicação entre escola e família tem sido cada vez mais viabilizada por novos meios. Pais podem acompanhar o rendimento dos filhos sem sair de casa, é possível acessar o boletim escolar e controle de ausências através do site da escola. O governo do estado de São Paulo tem oferecido este recurso há alguns anos.
    Embora haja muitos críticos analisando muitos pontos negativos dessa era cibernética, os pontos positivos são mais fortes a ponto de não conter esse avanço e sim o contrário. Acredita-se que com a realidade deste novo mundo, em que as pessoas vivem com pressa, que os novos meios de comunicação permitem uma leitura rápida e que devido às múltiplas funções dos aparelhos utilizados para isso tem tirado a atenção do leitor e a população tem se tornado cada vez menos intelectual. Nicholas Carr afirma que a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros.
    A realidade é que o leitor precisa ter consciência de que não somos multitarefas como esses aparelhos e focar sua concentração na atividade que tem como objetivo principal naquele momento. Pais e professores precisam instruir e monitorar as crianças na utilização desses recursos para que o uso seja benéfico.
    A convergência dos meios de comunicação, a cultura participativa e a inteligência coletiva estão cada vez mais presentes no ambiente educacional.
    De acordo com Jenkins (2009), a convergência não ocorre por meio de aparelhos propriamente ditos, por mais sofisticados que estes sejam. A convergência ocorre dentro dos cérebros individuais e em suas interações com outros. Nenhum de nós pode saber tudo, cada um de nós sabe alguma e juntos podemos unir nossas habilidades, assim a inteligência coletiva pode ser vista como uma fonte alternativa de poder midiático. Profissionais de diversas áreas têm trabalhado em equipe construindo suportes de aprendizagens cada vez mais inovadores e efetivos. Estes profissionais são professores, pedagogos, profissionais da comunicação, administradores, revisores de textos, profissionais de computação gráfica, programadores, publicitários e muitos outros que são solicitados de acordo com a finalidade do que está sendo produzido.
    Entretanto, para funcionar efetivamente é preciso que os profissionais envolvidos neste ambiente estejam engajados a acompanhar o avanço da tecnologia que flui muito rapidamente.
    Para Silvio Meira (2012), isso é uma coisa geracional. As pessoas que vão entrar na carreira de professor este ano devem ter, em média, 25 anos, ou seja, nasceram na metade dos anos oitenta e quando eram adolescentes já estavam em lan houses. Considerando isso, os novos professores, e também os outros profissionais, são gamers, nasceram na era da internet e tudo o que já existe quando nascemos é absolutamente normal. Quanto aos que já estão atuando há muito tempo de forma tradicional precisam correr e se atualizar para se adaptar e participar produtivamente desse novo mundo.
    Enfim, o avanço tecnológico vem trazendo muitas facilidades inovadoras para o ambiente educacional. Porém, cabe aos envolvidos consciência e conhecimento para que a utilização dos recursos acima citados ocorra eficientemente.

    Referências bibliográficas:
    * JENKINS, HENRY. Cultura da convergência: a colisão entre os velhos e novos meios de
    comunicação / Henry Jenkins ; tradução Susana Alexandria. – 2a ed. – São
    Paulo : Aleph, 2009;
    * Entrevista com Nicholas Carr <> e;
    * Entrevista com Silvio Meira, texto de Rodrigo Lara Mesquita entitulado Aturdido Mundo Novo extraído da revista Inovação.

    Juliana Ap. Ninin

    05/06/2012 at 2:26

  10. Novas Tecnologias e comunicação em vídeo
    Por – Alex Vissoto

    A menos de 60 anos atrás quando se falava em vídeo tínhamos poucas plataformas e formatos de reprodução, entre eles: televisão e cinema.
    Hoje em dia devido a uma avanço constante de novas tecnologias ao se pensou em um vídeo deve-se levar em consideração quais as plataformas em que ele será exibido (celular, internet, tv), após deve-se considerar qual a linguagem adequada para o consumidor (público) do vídeo, pois como Ciro Marcondes Filho diz no trecho do livro: “De como a cibernética pôs abaixo o mundo organizado como linguagem” – “ A rede eletrônica cria novas linguagens, estraçalha com as antigas foras de expressão, reinventa a forma linguística, exigindo de nós novos e inusitados instrumentos de estudos”, sendo assim as antigas estratégias e pesquisas de marketing devem ser repensadas, pois o atual público, caso não goste de algo direcionado a ele, não apenas ignora tal fato, mas pode fazer através de seu smartphone, um vídeo em resposta àquele que não gostou e proporcionar uma resposta negativa e contrária a intensão do vídeo inicial; segundo Henry Jenkins isso é convergência “as pessoas assumem o controle da mídia…o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisíveis”.
    Para as empresas produtoras (de vídeo ou de conteúdo) o quesito mais importante atualmente seria a constante inovação que segundo Silvio Meira: “Inovação é a mudança do comportamento de atores no mercado…”, ou seja, como empresa que se atualiza pode fechar de um ano para outro. A empresa não deve ter medo de redes e de internet, mas sim deve achar o modo de como interagir os próprios produtos com essas “ferramentas”; não existe verdade absoluta de como agir em plataformas/mercados virtuais, pois é algo que está em constante mudança e está sujeito a alterações e atualizações de acordo com a receptividade do público; Henry Jenkins evidencia esse fato no trecho: “ Estamos entrando numa era de longa transição e de transformação no modo como os meios de comunicação operam. Não haverá nenhuma caixa preta mágica que colocará tudo em ordem novamente”.
    Considerando o mercado de vídeo, penso que não devemos considerar celular, smartphones, tablets que filmam como inimigos, mas sim como possíveis aliados para novas estratégias e linguagens ligadas à plataformas digitais e interativas.

    Alex Vissoto

    06/06/2012 at 23:00

  11. Novas tecnologias no segmento educacional
    Por Larissa Menara

    Hoje somos bombardeados por uma grande infinidade de novas tecnologias cada uma voltada para uma área específica. Sabe-se que elas facilitam o trabalho nas empresas e unidades escolares, bem como a vida dos educadores.
    Os novos suportes tecnológicos voltados para área da educação têm como prioridade facilitar o entendimento, compreensão e absorção do conteúdo apresentado pelo aluno.
    Temos lousas virtuais que permitem ao professor mostrar de maneira mais objetiva o conteúdo apresentado. Por exemplo, as aulas de Ciências tornam-se mais interessantes quando o corpo humano é mostrado em 3D para os alunos, dessa maneira eles podem visualizar não somente o corpo humano como um todo, mas podem desmembrá-lo e ver as partes separadamente como: os músculos, as veias e artérias, os órgãos, os membros e suas funções.
    Essa tecnologia não é usada somente dentro das salas de aula, mas também fora dela.
    Escolas particulares querem manter um vinculo maior com a família, querem trazer a família para o ambiente escolar, para tanto, disponibilizam em suas páginas na internet: boletins online, frequência do aluno, matéria dada em sala de aula, bem como, ocorrências disciplinares, trabalhos a serem entreguem, calendário anual de eventos e se o aluno precisou de auxilio médico durante aquele dia. Tudo isso fica a disposição dos pais dos alunos que acessam o site no conforto de suas casas com suas senhas de acesso, senha essa que é disponibilizada pela própria escola. Cada pai tem uma senha única e intransferível e que não permite que ele veja o rendimento de toda a classe, somente o rendimento de seu filho.
    Secretarias escolares usam programas básicos para manterem seus sistemas atualizados garantindo assim, um melhor atendimento de sua clientela.
    Temos também a tecnologia presente nas universidades, às chamadas EAD’s chegaram com grande força e têm feito pessoas que não têm tempo para estudar, estudarem. Tudo isso graças ao conforto de poderem estudar em suas casas, já que as aulas são via internet. O aluno executa suas atividades nas plataformas que estão disponíveis no site da universidade, assiste as vídeo-aulas, participa de fóruns e faz os trabalhos, tudo online. Para tirar suas duvidas algumas universidades contam com polos em cidades, assim o aluno vai para sua tutoria uma vez na semana ou no mês e esclarece as suas duvidas que também podem ser esclarecidas via internet pelo e-mail de contato do próprio professor da matéria ministrada. Os alunos de EAD comparecem também aos polos para realização de provas.
    Alguns otimistas dizem que a EAD possa substituir a universidade, posto que hoje em dias as pessoas andam cada vez mais sem tempo para realizar as suas atividades por conta da grande demanda de trabalho a ser feito. Por outro lado há os que achem isso impossível, pois muitos não são regrados suficiente para manterem uma rotina de estudos e precisam que essa rotina seja monitorada por um regente na universidade.
    A mudança tecnológica é tanta que livros, jornais e revistas podem ser facilmente carregados em um tablet, celular, notebook para acesso rápido e leitura da informação. Pode-se filtrar o que se quer ler através de dispositivos e aplicativos instalados nesses aparelhos, facilitando assim a procura e o acesso a informação pelos usuários. Atualmente os jornais já disponibilizam a assinatura online de seus conteúdos que são facilmente acessados por qualquer aparelho eletrônicos que possua o aplicativo. Já os livros podem ser baixados através do Kindle e lidos em celulares, tablets e iPad’s. Há quem não dispense a versão impressa do mesmo.
    A grande polêmica envolvendo os livros é a possibilidade de um dia deixarem de serem vendidos em formato impresso para serem comercializados somente em formato e-Book. É de conhecimento geral que no Brasil lê-se muito pouco se comparado a outros países, mas as poucas pessoas que ainda consomem livros são em sua maioria pessoas com grande grau de intelectualidade, jovens que acabaram de ingressar em carreiras acadêmicas e jovens leitores que procuram clássicos da fantasia infanto-juvenil para se divertirem. Muitas dessas pessoas não conseguem ficarem paradas diante da tela de um computador, tablete ou até mesmo celular para realizarem a sua leitura diária e, portanto, consomem a versão impressa de seus livros preferidos.
    Os clássicos infantis já estão sendo convertidos para e-Book. Esse novo formato propõe um livro dinâmico que não proporciona somente leitura as crianças, mas também fazem com que as mesmas interajam com livro através de atividades dirigidas ao termino de cada capitulo ou através de brincadeiras simples como: jogo da memoria ou um simples quebra cabeça. Essa nova proposta de livro quer aumentar o número de leitores mirins, pois tem uma proposta lúdica e sai da versão impressa do livro.
    Os livros didáticos já começaram a ser digitalizados, mas demorarão um tempo pra chegarem ao formato e-Book em escolas, pois não é tão simples virtualizar um conteúdo. Ele tem que ser transferido para essa outra mídia de maneira didática para que não perca seu foco e sua proposta educacional. Além disso, o meio escolar demanda capacitação de profissionais e infraestrutura da escola as novas tecnologias e ferramentas de trabalho a serem utilizadas pelo professor, já que a internet no ambiente escolar deve ser usada com cunho educativo e para tanto precisa de um mediador, o professor. É ele quem orientará os estudantes nas pesquisas e sites a serem acessados.
    Tanta tecnologia pode trazer agravantes. Jovens passam a maior parte do tempo em frente a aparelhos eletrônicos e deixaram de se interessar por atividades ao ar livre. O consumo de tanta informação, sendo parte dela descartável faz com que não se tenha um aproveitamento total de toda a tecnologia disponível, pois muito do que se é lido, é lido superficialmente.
    O avanço tecnológico facilita o trabalho das pessoas e a sua maneira de trabalhar, mas precisa de alguns ajustes de ambas as partes para que a adequação da tecnologia dentro dos ambientes de trabalho seja benéfica.

    Larissa

    08/06/2012 at 16:35

  12. A comunicação nos novos tempos
    por Matheus Lopes Camerro

    A evolução da comunicação humana tem gerado um volume cada vez maior de informações e de meios em que os homens têm a possibilidade de passar adiante aquilo que viu, ouviu, leu e sentiu.

    Desde os pictogramas até a invenção da imprensa por Gutenberg, a sociedade tem registrado todo o conhecimento adquirido na história e os aprendizados sobre a vivência com os demais e o planeta. É por causa desta evolução na maneira de se comunicar que temos à nossa disposição um rico acervo.

    Mas como este acervo tem sido usado e propagado à medida que a tecnologia da informação evolui? Desde que a internet entrou nas casas e na vida das pessoas, a capacidade de armazenamento e transmissão de dados vem aumentando, abrindo assim espaço para que a interação cresça de forma mais rápida do que se imaginava.

    Porém, quais os efeitos que isso pode trazer para a sociedade? Afinal, pessoas mais informadas são conscientes de seus direitos e deveres. Desta forma, agem com mais facilidade e abrangência, se organizando em grupos para reivindicar, cobrar e exigir melhores condições sociais. Isso acontece, porque o acesso aos meios digitais tem crescido (é mais fácil estar conectado o dia inteiro hoje do que há cinco anos) e mudado a função de cada um: de passivos receptores a ativos emissores/autores da informação.

    Se pensado pelo lado da informação, como é que fica a qualidade? Afinal, a sociedade, em seus mais diferentes níveis, começa a se sentir mais livre e independente para falar o que pensa. Encontram nos blogs, por exemplo, um espaço democrático e livre para expor suas ideias e ainda ter a chance de ser reconhecido. Cria-se, portanto, uma realidade paralela.

    Neste cenário, como os profissionais de comunicação devem agir? Como usar inteligentemente as ferramentas que a cada dia se transformam e se convergem?

    Tudo isso é uma questão que deve ser tratada com cuidado, porque ao mesmo tempo em que a participação e inserção das pessoas ao mundo digital cresce, os estudos e a legislação a este respeito ainda engatinham em alguns países como o Brasil.

    Quando a questão levantada acima é voltada para o Jornalismo, alguns aspectos importantes devem ser tomados como base: com certeza, a convergência traz ao dia-a-dia dos veículos jornalísticos várias oportunidades de interação e diversas maneiras de melhor informar o leitor (lembrando que o perfil desse leitor tem mudado. Aliás, tempo é o que ele não quer perder. Objetividade e a essência das notícias é o que deve aparecer na tela do tablet, celular, andróide, notebook, netbook, etc, enquanto o leitor está no avião, no metrô, parado no trânsito, no restaurante, em casa, dentro do elevador, esperando a reunião começar… enfim… as possibilidades de se comunicar e receber informação precisam seguir esta nova característica da sociedade) e de inseri-lo no processo de produção da notícia (evidente que ainda não se conquistou plenamente a possibilidade dos leitores serem mais do que informados. Existem alguns mecanismos de participação, mas a imersão do internauta ainda é pouco aplicada).

    Mas também pode fazer, como faz, alguns veículos errar ao utilizar fontes alternativas ou mesmo publicar alguma notícia sem conferir o que é dito. Tais deslizes são justificados por uma das premissas da profissão: o furo de reportagem, “sangue” que ferve nas veias de qualquer jornalista. Por detrás destes erros está o imediatismo.

    Lidar com a busca pela credibilidade e um novo horizonte, já real, em que todos os veículos estão procurando novas alternativas de prender o leitor em seu site é o novo desafio (em que também se soma a vontade de conquistar novos internautas vindos da concorrência).

    O meio jornalístico, que está conhecendo as novas possibilidades de produzir e transmitir informação precisa entender que o sucesso na internet não está ligado apenas à transferência de conteúdo do impresso, dos telejornais ou das rádios. Faz-se necessário criar um novo modelo de negócio, porque o público presente na internet relaciona-se com a informação de outra maneira: a liberdade da internet, somada à mobilidade dos aparelhos conectados, dá margem ao poder de decisão. Quem lê quer compartilhar, opinar, ajudar a construir aquela história: ser co-autor da realidade (só desta forma é que os novos consumidores da informação sentirão que a realidade está vinculada a este universo paralelo da internet cada vez mais ativo).

    Tal tarefa pode ser comparada com a migração do rádio para a televisão: foi um processo dolorido, confuso, complicado. Muitos estudos, tentativas e erros aconteceram. Mas no final, as duas mídias conseguiram um meio termo. É este ponto de congruência que os veículos tradicionais devem encontrar para melhorar o desempenho e relação com seus consumidores. Nada irá se extinguir (a internet não acabará com os livros, com o rádio ou a televisão, mas fará com que todas as mídias repensem se seus espaços são apenas seus ou se a convergência entre elas têm transformado o ato de comunicar numa verdadeira operação estratégica).

  13. Falar sobre o mundo chamado de “interralacionado” entre digital e real, é um tanto quanto complexo, em minha percepção, definir essa separação. O meio digital cresce exurbitamente rápido e faz parte do cotidiano de pelo menos, 80%* da população das grandes ou até mesmo, pequenas cidades. (*Aposto nesse número por observação).
    Citando apenas alguns exemplo de como as midias digitais influenciam nossas vidas:
    – criam e ampliam campos de trabalhos;
    – facilidade e ampliação nos relacionamentos. É cada vez mais comum, os relacionamentos começarem online praa depois fazerem parte da vida real, isso quando fazem, quando não ficam apenas na “intimidade” das redes sociais;
    – facilidade de comunicação e especificação por interesses;
    – amplo campo de estudo ou negócios;
    -etc.
    Essas, são apenas da inúmeras possobilidades de interação entre os meios digitais dos “reais”, do qual afirmo: não consigo definir separação para tais.
    Acredito que seja saudável essa interação com as novas tecnologias, também acredito que seja necessário, porém uma boa dose de cuidado para que a imaginação não se perca entre os limites de um “mundo imaginário” e outro deve ser tomado.
    A tecnologia é benéfica e oportunidades não param de aparecer, se assustar com tamanha velocidade de mudanças é normal, porém ter a naturalidade de interação e participação é praticamente questão de sobrevivência.
    Não imaginaria o mundo sem pelo menos 70% das facilidades que temos hoje.

    Karina Branco Hauch Chrispim.

    Linguagens Midiáticas, turma 2011.

    Karina

    10/06/2012 at 14:55

  14. As Novas Tecnologias no Teatro.
    por Tarso Eric.

    Tecnologia e teatro são dois assuntos delicados e complicados de serem abordados juntos. Muitas pessoas da área têm certo receio e talvez até medo das novas tecnologias que estão surgindo. Existe a idéia de que por mais perfeita que uma maquina possa ser ela nunca poderá substituir o ser – humano na função de fazer “arte”, pelo menos. Em compensação, tem diretores que adoram tratar seus atores como “robozinhos”.
    De todas as novas tecnologias que estão surgindo, a que provavelmente mais tem ajudado na área das artes cênicas (e qualquer outra área, principalmente, voltada à comunicação) é a internet. A internet esta tão integrada as nossas vidas, que se tornou cotidiana e onipresente.
    Com a internet é possível divulgar o seu trabalho, com um vídeo no youtube ou no vimeo. Entrar em contato com grupos de outras partes do país ou do mundo através do facebook, twitter e blogs. Isso sem contar que o processo de inscrição para festivais e derivados se tornou mais simples. Além de facilitar o processo de pesquisa para a composição de uma peça ou personagem, entre outros possíveis motivos de pesquisa.
    Para os dramaturgos, programas como o “Word” são uma grande vantagem, pelo fato de poder corrigir instantaneamente o que foi escrito, não depender da quantidade de tinta de uma caneta ou do rolo da máquina e sem contar que o texto pode ser passado para outras pessoas através de e-mail ou pen-drive. E a probabilidade de perder alguma parte do que foi escrito é muito pequena, diferente de páginas impressas ou datilografadas que podem se soltar dentre outras possibilidades.
    Algumas montagens exigem um uso maior de tecnologias, como projetores, instrumentos elétricos, e a própria iluminação que tem a opção de ser controlada por uma mesa com vários canais.
    Sem duvidas que a realização de uma montagem depende do empenho e vontade das pessoas que estão envolvidas, mas as tecnologias podem facilitar vários aspectos disso, afinal o bom uso das tecnologias também depende do empenho e vontade de quem a usa.

    Tarso Eric

    10/06/2012 at 23:22

  15. Novas tecnologias e a literatura / Cinema.
    Por Flávia Rossi de Oliveira

    Não há nada mais clássico e tradicional do que a literatura universal. Algo constante e digno a qualquer repertório erudito.
    Porém com o advento das tecnologias, nem mesmo ela deixou de entrar para o meio midiático.
    Há livros lidos em e-books, Kindles, iPads , celulares e até mesmo ouvidos por audiobooks, resumos em sites para estudantes de vestibulares entre outras coisas que facilita a vida dos educandos. Sem contar com a farta filmografia que se estende a esse acervo literário.
    Hoje é comum ver, um clássico de Edgar Allan Poe, por exemplo, nas telas do cinema hollywoodiano, apesar de muito destes espectadores nunca terem ouvido falar no autor e nem saber exatamente a que característica ou escola literária que ele pertence.
    No filme do diretor Mcteigue,“O corvo”, 2012, o assassino seria um psicopata fã do Poe. Que adorava a mente brilhante do autor, e queria a todo custo que ele continuasse escrevendo sucessos como “O coração denunciador”. Na tentativa de aguçar a criatividade de Edgar, o assassino comete os mesmos crimes existentes nas obras dele. Na cena do primeiro crime, Poe está no bar, enquanto o homicida mata mãe e filha num apartamento, um grito fúnebre dado por uma das vítimas é ouvido pela vizinhança que acionam a guarda. Dentro do local do crime, posto na sala está o corpo da mãe. À medida que a investigação avança, um outro corpo é encontrado na chaminé. Neste momento, entra a suspeita que o assassino poderia ter subido por ela. Obviamente que uma pessoa atenta previamente às obras de Poe, saberia afirmar que isso não acontecera, mas sim, o culpado teria fugido pela janela do apartamento, assim como mostra na obra oficial do autor. (O crime da Rua Morgue )
    Nessa concretização literária, o cinema auxilia as pessoas a terem contato com esse tipo de texto, coisa que usualmente jamais fariam conforme ao teor culto desse escritor em específico. Dando assim pequenos fragmentos literários a esses indivíduos que até então desconhecia tal assunto, obra e autor.
    Há quem pense que podemos associar conhecimentos prévios com os mostrados no filme e caracterizar o autor e toda a sua linha literária sem ao menos ter lido algo dele. Porém não é bem assim. É necessário ter um embasamento literário para poder ter propriedade no assunto e só então, construir seu conhecimento a respeito, formando a inteligência coletiva que pode ser vista como uma fonte alternativa do poder midiático.
    A convergência midiática veio para transformar o meio tradicional de informação e comunicação.
    Basta saber se as pessoas a usarão para sua própria evolução e conhecimento ou será mera informação passageira com a mesma rotatividade volátil das informações no mega cosmos que é o mundo midiático.

    Flávia Rossi de Oliveira

    11/06/2012 at 2:44

  16. As novas tecnologias em parceria com comunicação corporativa
    por Bruna Gonçalves da Silva

    As enfadonhas horas de reunião para alinhas estratégias da empresa saem de cena e entra o blog corporativo, a comunicação virtual.
    De acordo com uma pesquisa do Instituto Nielsen, feita em julho de 2010 em nove países, “os brasileiros são os que têm maior presença nas mídias de relacionamento virtual”. Praticamente nove em cada dez pesquisados têm contas no Facebook e no Twitter entre outras mídias.
    A cultura que impera no mundo hoje é a troca e o compartilhamento de informações a todo tempo, ignorar isso seria o mesmo que tornar a empresa off-line. Para BUENO (2003, p.52) “as organizações modernas já perceberam que relacionamento é a palavra-chave”. Ainda segundo o autor, a comunicação online instaurou uma nova ordem, que altera o ritmo dos relacionamentos, cria novos espaços de convivência, redimensiona hábitos de consumo e o modo como as informações circulam, o que potencializa novas oportunidades de negócios para as empresas.
    Diante desta realidade virtual e midiática, nasce uma nova maneira de gerir pessoas, ou mesmo, de reter talentos, pois é possível construir perfis de um profissional que se quer ter a frente de seus negócios com auxílio das redes.
    Mas os lideres vão além quando se trata de usar a rede a seu favor, pois enquanto alguns acreditam que as mídias sociais dispersão a atenção de seus funcionários, outros trabalham como multiplicadores de planos de ação para estimular o uso durante o expediente, por acreditar que assim os níveis de inovação se elevam.
    Do ponto de vista corporativo e mercadológico é possível dizer ainda que estas ferramentas sociais são canais para a criação e manutenção de relacionamento e posicionamento (profissionalismo).
    Demagogias a parte, as redes sociais podem sim mudar a realidade de uma empresa, desde que estejam atreladas a outras ações. Seria incoerente liberar acesso aos meios se não forem inseridas em programa maior, já estruturado, onde o uso complemente o que já se tem em andamento.
    BUENO (2003, p.49) avalia as novas tecnologias como um grande aliado à Comunicação Empresarial e acrescenta “longe das novas tecnologias, as organizações e as pessoas só tendem a involuir”. Mas, o autor também reconhece que ela não é por si auto-suficiente para Organização quando diz “[…] entre os apólogos do mundo virtual, há aqueles que pecam pelo exagero. Acreditam que as novas tecnologias instauram a democracia, que a informação disponível será sempre relevante e que a interatividade, potencializada pelo contato à distância, preenche as aspirações humanas.
    O que credita a mensagem de que os meios digitais por si só não resolvem problema algum, mas deve-se aproveitar ao máximo a sua potencialidade”.
    Neste momento entra a discussão de como moldar a comunicação corporativa para que atue em parceria com esta nova forma de diálogo interno, esta nova maneira de comunicar. Um trabalho que vai além dos murais internos e da intranet.
    O primeiro passo seria não ver o uso das mídias sociais apenas para falar com seu consumidor, com o intuito de vendas, mas sim, enxergar estas mídias como uma importante ferramenta de transformação e colaboração de sua força de trabalho.
    BORDENAVE (2002, p.23) aborda bem este ponto quando diz que “algumas pessoas, por exemplo, sentem “ser parte” da organização, isto é, se consideram “tendo parte” nela e lhe dedicam sua lealdade e responsabilidade. Outras, embora muito ativas, talvez levadas pelo seu dinamismo natural, não professam uma lealdade comprometida com a organização e facilmente a abandonam para gastar suas energias excedentes em outra organização”.
    É preciso olhar para dentro, descobrir o verdadeiro potencial que cerca a empresa. Os funcionários necessitam falar, interagir, participar das decisões, eles querem apenas uma oportunidade. Quando este espaço não é concedido, optam por mudar de emprego. BUENO (2003, p.23) confirma isso quando diz que “com as informações circulando rapidamente, os colaboradores estão sempre atentos a novas oportunidades e trocam de emprego facilmente”. As ferramentas sociais dão voz ao povo.
    Enfim, incorporar mídias sociais na cultura de uma empresa pode ser um processo árduo e em longo prazo, mas certamente muito vantajoso. As possibilidades não terminam na comunicação interna ou corporativa, as discussões, a troca de opiniões e a concepção colaborativa apresentam potencial maior do que qualquer brainstorm feito nas tediosas salas de reunião.

    Leituras de Apoio:
    LÉVY, Pierre. O Ciberespaço ou a virtualização da Comunicação. Cibercultura. Ed.34, 1999.
    BORDENAVE, Juan E. Díaz. O que é participação? 8º ed. São Paulo. Brasiliense, 2002.
    BUENO, Wilson da Costa. Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa. Barueri: Manole, 2003.
    Artigos de Mauro Segura (Formado em Engenharia, com pós-graduação em Marketing e Comunicação) sobre Mídias Sociais nas empresas.
    http://aquintaonda.blogspot.com.br/
    BlogMidia8
    http://blogmidia8.com/?s=comunica%C3%A7%C3%A3o+corporativa
    Nós da Comunicação
    http://www.nosdacomunicacao.com.br/
    Instituto Nielsen
    http://br.nielsen.com/reports/index.shtml

    Bruna Gonçalves da Silva

    11/06/2012 at 6:13

  17. Novas tecnologias, a era do ‘control C control V’
    por Carolina Mazzaron de Castro

    Com a chegada dos novos meios tecnológicos, com ênfase para a internet, a sociedade tem se transformado rapidamente. Dentro deste neste “novo” universo digital, passou a ampliar a tecnologia nas principais ferramentas de produção.

    Com este cenário, a informação se tornou o novo tesouro e as empresas estão a “caça” deste novo ouro cada vez mais. Elas tem se especializado na produção e divulgação de informações para atender a uma massa cada vez mais ávida por esse produto.

    Com isso, o jornalismo foi um dos setores que mais sofreu mudanças com a chegada de novas ferramentas tecnológicas. As informações hoje, com a grande gama de sites de informações que existem, são efêmeras, ágeis tanto em sua produção quanto na divulgação e recepção de notícias. Desta forma, o jornalismo impresso em um “ato suicida”, numa tentativa de adaptação à nova mídia, distanciou-se da forma tradicional de se fazer jornalismo, sem se apoiar em fontes reais e sim utilizando de fontes virtuais da grande rede.

    Assim, o tempo é o principal inimigo da qualidade, o jornalismo torna-se burocrático, chato. Notícias rápidas veiculadas em endereços eletrônicos e o principal jargão da nova mídia tecnológica o ‘control C control V’ – famoso copiar e colar – entra nas redações dos jornais impressos como ferramenta normal para a produção da notícia, propiciando uma mesmice nos veículos de comunicação, através de um discurso jornalístico unificado.

    Desta maneira pode-se notar que é normal os veículos de comunicação noticiarem o mesmo fato, da mesma maneira e com o mesmo padrão. Hoje o que menos se usa são inovações. A tecnologia trouxe a rapidez, mas se mantém estagnada da mesmice de padrões que são seguidos em todos os meios de comunicação.

    A tecnologia vem criando uma geração de jornalistas que copiam as informações das mídias digitais. Quando isso não acontece copiam as informações feitas por grandes agências de notícias como a Agência estadual de Notícias, Agência Brasil entre outras. E esta nova geração de profissionais também recorre nas assessorias de imprensa. É por este fato que hoje os veículos de informação oferecem ao público conteúdos homogeneizados, com a mesma cara, o mesmo estilo e até a mesma linha editorial.

    “Hoje com a convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplos suportes de mídia” (2009, p.29) diz Henry Jenkis sobre convergência em seu texto que refere-se “ao fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação entre múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam” (2009, p.29).

    Jenkis acredita que a palavra convergência defini as transformações mercadológicas, culturais e sociais. As novas possibilidades tecnológicas, comerciais, de informação e de entretenimento, vêm diretamente ao encontro das emergentes necessidades de consumo. Quem sabe a mais fantástica novidade seja a interatividade, que faz parte de um sistema lógico. Na interatividade das mídias tecnológicas, o diálogo entre as pessoas quebra barreiras, classe social e cultura.

    Para Manuel Castells, as mudanças que o final do século XX foi uma verdadeira revolução. Para ele, a história da vida pode ser tomada como “uma série de situações estáveis, pontuadas em intervalos raros por eventos importantes que ocorrem com grande rapidez e ajudam a estabelecer a próxima era estável” (2003, p.67).

    Mas uma questão predominante quando se fala em internet e a difusão da mesma é já colocada por Vilches “se a expansão da Internet é e será comercial, como apontam muitos analistas, a educação, como produto dessa convergência, ficará relegada a um serviço de segunda categoria, como aconteceu com a televisão educativa? Ou será também um produto comercial?” (2003, p. 171).

    Nada se fala sobre este assunto, mas, provavelmente isso depende do empenho dos poderes públicos para que a educação esteja neste novo cenário protagonizado pelas novas tecnologias, sobretudo com a criação de formatos, conteúdos que sejam feitos exclusivamente para a internet.

    O tema educação precisa ser transferido para a era digital e o mesmo precisa ser discutido e acompanhado por especialistas da área. Com as altas tecnologias de comunicação, a linguagem tem se transformado rápido demais o que inviabiliza as análises lingüísticas clássicas e tradicionais.

    Segundo Ciro Marcondes “A rede eletrônica cria novas linguagens, estraçalha com as antigas formas de expressão, reinventa a forma lingüística exigindo de nós novos e inusitados instrumentos de estudo”. (2007, p.113).

    As novas tecnologias representam as perspectivas futuras sobre educação, comunicação, linguagem e sobre a sua influência no desenvolvimento da sociedade e na formação política, e de o próprio tempo tem dimensões fictícias no universo da internet.

    Falta o tempo real! Hoje a modernidade desempenha um papel político, cujo, vende o futuro somente pela finalidade de avanço tecnológico e não social.

    Referências bibliográficas:

    *FILHO, Ciro Marcondes. De como a cibernética pôs abaixo o mundo organizado como linguagem. Revista USP, São Paulo, n.74, junho/agosto 2007.
    *CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Editora Paz e Terra S/A, 2003.
    * JENKINS, Henry. Cultura da convergência: a colisão entre os velhos e novos meios de comunicação / Henry Jenkins ; tradução Susana Alexandria. – 2a ed. – São
    Paulo : Aleph, 2009;
    *VILCHES,L. A migração digital. São Paulo: Edições Loyola, 2003.

    Carolina Mazzaron de Castro

    11/06/2012 at 17:28

  18. Invasão das Tic´s

    Por Pâmela Silva

    O desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação possibilitou várias mudanças no mercado de trabalho e em alguns hábitos da sociedade. O antigo modelo de produção em série vem sendo substituído por um modelo de empresa mais flexível, automatizada e que tem como uma de suas bases às novas tecnologias.
    Analisando o texto do sociólogo Ciro Marcondes Filho (De Como a Cibernética Pôs Abaixo o Mundo Organizado Como Linguagem) notamos que esta nova era digital influência diretamente a linguagem como um todo. “A era das altas tecnologias de comunicação mudou radicalmente o papel da linguagem e, com isso, inviabilizou as análises linguísticas clássicas e tradicionais. A rede eletrônica cria novas linguagens, estralhaça com as antigas formas de expressão, reinventa a forma linguística exigindo de nós novos e inusitados instrumentos de estudo.”
    Neste trecho podemos fazer uma ponte entre as empresas e os trabalhadores, partindo da ideia da flexibilidade que grandes e pequenas empresas incluíram em vários departamentos.
    Estima-se que no Brasil 83 milhões de pessoas já possuam acesso à internet e de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas cerca de 91% dos recrutadores de vagas no mercado de trabalho analisam os perfis dos candidatos na web, e 47% conferem as redes sociais ainda na análise do currículo.
    Com inúmeras maravilhas tecnológicas e a facilidade de conexão, estar “on-line” é quase uma obrigação pessoal e profissional.
    E como coloca o sociólogo, esta “necessidade” de acompanhar as Tic´s torna esta busca incansável pela comunicação rápida em “imagens fractais, a cada momento diferentes e mais desafiantes”(De Como a Cibernética Pôs Abaixo o Mundo Organizado Como Linguagem).
    Esta transformação no mercado de trabalho indica que estamos vivendo um tempo de evolução e abertura para o conhecimento. A mudança causada pela substituição do homem pela máquina pode ser reconhecida a partir do início do mundo moderno, esta evolução crescente provoca o aparecimento de novas formas de produção industrial, tanto no conhecido “chão de fábrica” quanto na hora de contratar profissionais ou empresas.
    Dentre as alterações mercadológicas, a partir das novas tecnologias, estão à diminuição do número de trabalhadores operacionais devido à robotização, o surgimento das vagas destinadas a profissionais responsáveis pela coordenação desses produtos e uma série de novas profissões, como arquiteto da informação, analista de mídia online, blogger profissional, consultor e-commerce entre outros.
    Além das mudanças internas, a revolução tecnológica influenciou diretamente nos locais de trabalho, no mercado consumidor, na acumulação do capital e principalmente na democratização da informação e na necessidade do profissional buscar atualização e treinamento, a qualificação é o ponto chave para garantir a inserção das pessoas no mercado de trabalho.
    De fato esta sequência de novidades tecnológicas, é responsável pela criação de novas linguagens, alterações nos padrões sociais, profissionais e consumo, tornando o individuo mais presente em diversas atividades. Este boom cibernético resulta em novas oportunidades para vivenciar experiências, prazeres e fornece novos tipos de iniciativas.
    A popularização da internet trouxe muitos aspectos positivos, mas vale ressaltar que com o acesso democrático a informação alguns cuidados também são necessários para usar as ferramentas de maneira adequada. O princípio básico das redes sociais são os mesmos para as relações sociais onde existe o contato físico, ser cordial, gentil e prudente com atos e palavras.
    Em “Cultura da Convergência” Henry Jenkins ressalta a importância dos cuidados ao incluir as novas tecnologias no cotidiano. Para o autor a cultura da convergência é a oportunidade de velhas e novas mídias se cruzarem e interagir de maneira imprevisível.
    Segundo Jenkins a palavra convergência define transformações tecnológicas, mercadológicas, culturais e sociais, dependendo de como é usada.
    Sendo assim, podemos concluir que a inclusão das novas tecnologias no mercado de trabalho é algo necessário, e que traz benefícios para empregador e empregado a partir do momento que é utilizado de forma correta. E esta definição pode ser aplicada ao uso das Tic´s em diversas áreas da vida do individuo.

    Pâmela Silva

    11/06/2012 at 18:38

  19. A Evolução das Tecnologias de comunicação e informação
    Desde o princípio da nossa existência o ser humano vive em constante evolução, que está presente em todas as áreas. Isso faz parte na nossa essência.
    Quando pensamos em tecnologia e na comunicação isso não é diferente. Ao olharmos em especial para evolução da comunicação, percebemos o quanto o ser humano vem caminhando a passos largos. A comunicação se aprimora dia-a-dia e é acompanhada por grandes avanços tecnológicos. Isso pode ser observado no grande salto existente entre a prensa móvel de Gutenberg e o iPad de Steve Jobs.
    Com isso, fica claro que a comunicação caminha paralelamente à tecnologia. É interessante olharmos a tecnologia como algo orgânico que vive em constante expansão. Diariamente surgem no mercado novos tipos de aparelhos celulares, com as mais variadas funções; televisões que acessam as redes sociais; geladeiras que buscam receitas a partir dos produtos que estão em seu interior, ou de acordo com determinada dieta; computadores que cuidam da agenda de seu usuário e até da sua alimentação. Com esse acúmulo de novidades é normal que surjam novos hábitos e novas demandas.
    Hoje, cada um escolhe seu veículo de informação, alguns optam pela internet, outros pelo jornal impresso. Pode-se assistir a mesma notícia pelo telejornal, ou por meio do rádio, youtube e por ai vai. Com essa evolução o antigo modelo de comunicação foi quebrado, não existem apenas só um emissor, um meio e o receptor. Hoje nós recebemos e fornecemos conteúdo de qualidade. Estamos conectados 24h por dia, antenados a tudo que está acontecendo a nossa volta e ao redor do mundo. Somos questionadores, temos voz ativa e boa parte disso se deve às redes sociais.
    Com todas essas novidades surgiram também novas propostas de entretenimento, diferentes tipos de conteúdos divididos por interesse, novos formatos de mídia, diferentes maneiras de se comunicar. Essa evolução é irreversível e contínua.
    É estranho pensar que tudo isso caminha de forma acelerada. Há alguns anos atrás, os mais velhos questionavam o funcionamento da TV. Há pouco tempo atrás sonhávamos com aparelhos e máquinas que facilitassem a nossa vida, como aqueles antecipados pelo desenho animado dos Jetsons.
    Atualmente, as tecnologias que antes só estavam presentes em desenhos e filmes de ficção científica agora já fazem parte do nosso cotidiano e muitas vezes têm se tornado essenciais para nossa sobrevivência em diversas áreas.
    No ano passado a IBM mostrou ao mundo o Watson, um computador capaz de responder qualquer tipo de pergunta. Esse novo aparelho é tão avançado que mesmo sem o acesso à internet, decide as respostas através da correlação de milhões de regras lógicas. E as novidades tecnológicas não param de chegar. Segundo analistas da Future Exploration Network, devido ao desenvolvimento da banda larga, até 2040 serão incorporados nos países industrializados dispositivos móveis versáteis, que com o tempo vão acabar com as publicações em papel, criando-se as super-redes.Mas, será que em algum momento, livros, cadernos e canetas deixarão de existir?
    Henry Jenkins em seu livro Cultura da convergência, contrapõe esse pensamento. O autor afirma que apesar das novas mídias surgirem com uma velocidade espantosa e serem assimiladas com simpatia, elas não chegam a anular os antigos meios de comunicação, pelo contrário, a tendência é que aos poucos elas se cruzem, se misturem, formando uma grande rede de informações que alimente intelectualmente a sociedade.
    A partir desse novo cenário, muitas pessoas estão se preocupando em estudar a respeito da educação das futuras gerações. Os tabletes e notebooks já tomaram conta das escolas e universidades brasileiras. Já começa a crescer o número de instituições de ensino que acreditam na ferramenta tecnológica como diferencial educativo.
    A Faculdade Interativa COC, por exemplo, que gasta cerca de R$ 1,5 milhão por trimestre com o envio de apostilas para seus 26,5 mil alunos em todo o país inovou em 2011, encomendando 20 mil tabletes para seus clientes. O investimento foi de R$ 15 milhões.
    Em fevereiro deste ano, Aloizio Mercadante (atual ministro da Educação), anunciou a compra de 600 mil tabletes para professores do ensino médio das escolas públicas do país. O equipamento será doado às escolas no segundo semestre deste ano. O ministério da educação acredita que essa é uma tendência na educação mundial, que vai ajudar positivamente na educação e no aprendizado dos alunos.
    O fato é que as novas tecnologias estão presentes definitivamente no cotidiano das pessoas, como o tempo elas vão ganhar cada vez mais espaço e não há como impedir esses avanços. Resta, agora, agir com consciência e administrar com sabedoria todas essas novidades, a fim de dominarmos a tecnologia e não sermos dominados por ela.

    danilozanott

    11/06/2012 at 18:53

  20. Novas tecnologias na relação empresa x consumidor

    Marcela Monteiro de Oliveira – Linguagens Midiáticas Barão de Mauá

    A tecnologia, juntamente com seus objetos tecnológicos, foi criada por homens com a necessidade e o objetivo de melhorar sua própria vida e também a vida de outras pessoas. Ela foi criada e existe como peça fundamental na sociedade, com o intuito de unir e aperfeiçoar as relações humanas e também facilitar o dia a dia de cada um.

    Muito foi inventado no mundo tecnológico para resolver, entreter e interagir a vida de todos, e as novas tecnologias abrangem produtos e pessoas (consumidores), por isso é extremamente fundamental a relação ser humano e tecnologia, um realmente não existe sem o outro. A partir do momento que ela passar a existir ela também passa por constantes mudanças e atualizações que gera o aperfeiçoamento tecnológico. Nos dias de hoje as novas tecnologias estão ligadas com as mudanças de conduta e costumes da sociedade.

    Pensar sobre as novas tecnologias é complexo, pois ela vive em constante atualização e renovação ligada à convergência da comunicação, que segundo definição do Henry Jenkins, no livro Cultura da Convergência, está relacionada ao:

    “(…) fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos (…) No mundo da convergência das mídias, toda história importante é contada, toda marca é vendida e todo consumidor é cortejado por múltiplos suportes de mídia”.

    E no que se refere à marca e a consumidores, a grande mudança que passa essas tecnologias é a mudança de conduta do cliente, que agora não só assiste ou lê uma propaganda dos produtos na TV, jornal ou revista, agora, com as redes sociais, e o canal mais aberto para questionamentos dos consumidores, a interação entre empresas e clientes aumentou e tornou-se mais sincera e verdadeira.

    É extremamente importante essa interação, pois aquele distanciamento que existia não existe mais e faz com que o atendimento das Empresas melhore e os consumidores fiquem, então, satisfeitos. Quando não há a satisfação por parte do cliente os usuários das redes sociais manifestam-se publicando vídeos indignados. Devido essa grande manifestação dos consumidores, positiva ou negativamente nas redes, gera bons negócios entre ambas as partes e oportunidade de mudança de conduta também das empresas, que procuram atender cada vez melhor seus clientes.

    Muito ainda tem para ser feito e mudado no que se refere às novas tecnologias, em vários segmentos. A evolução é constante, e os celulares e tablets contribuíram e vão continuar a contribuir fortemente para consolidar essa mudança, sendo assim, esses utensílios de comunicação evoluirão cada vez mais suas utilidades para que cada vez mais o número de pessoas possam usar a internet, de qualquer lugar, para interagir seja com empresas e como também pessoas. Essa interação, cada vez maior, por meio das novas tecnologias é a grande evolução da vida moderna e deve ser mais bem usada a cada dia que passa.

  21. APRESENTAÇÃO: O presente trabalho tem como propósito refletir sobre conceitos discutidos no módulo de Novas Tecnologias Midiáticas. A análise em questão desenvolveu-se a partir das considerações apresentadas em sala e pesquisas bibliográficas. A ideia é fazer esta abordagem estabelecendo uma análise do processo histórico das mudanças sofridas pelo jornalismo com a chegada das novas tecnologias.

    Convergências Midiáticas: o jornalismo na era das novas tecnologias digitais

    Dayane Malta

    A mídia impressa, por séculos é utilizada para divulgar notícias as populações. Desde os primórdios até hoje, vem deparando-se com constantes adaptações. A primeira grande mudança ocorreu com o início da era do jornal moderno, instalado a partir da invenção da prensa, criada por Johann Gutenberg. O invento possibilitou a difusão de relatos e conhecimentos. Posteriormente, com o surgimento do telégrafo, a imprensa escrita ganhou força total. O jornal consolidava-se como o principal veículo de divulgação de informações.

    Nos anos 20, com a chegada do rádio no cenário midiático, esse conceito passou a ser discutido. Os jornais tiveram que reavaliar seu papel como principal fonte de informação da sociedade. Com o tempo, já adaptados à novidade representada pelo rádio, os impressos viram-se na mesma situação. Entrava em cena outro e poderoso veículo: a televisão. A TV tornar-se-ia a maior concorrente do rádio. Com o tempo, descobriu-se que para o jornal impresso o veículo não seria uma ameaça, pois, ao contrário do rádio e da TV, o jornal possui um público específico.

    No início da década de 90, a aparição da internet causou novos desafios. Para acompanhar os novos hábitos de consumo de informação das pessoas o jornal, o rádio e a televisão foram obrigados adaptar-se a uma única plataforma: a internet.

    As tendências e inovações digitais surgiram para complementar os meios tradicionais de distribuição de conteúdos. Com a convergência midiática, o jornalismo passou a contar importantes auxiliares na transmissão das notícias e informações: as novas tecnologias.

    Agora, equipamentos como sites, blogs, redes sociais, aplicativos para tablet e smartphone, entre outros, passam a ampliar os canais de interação dessas mídias com o público. As novas tecnologias promoveria um alcance maior dos assuntos de interesse geral. Além de diversificar os formatos e gêneros dos conteúdos midiáticos.

    Tais convergências midiáticas, estimulada pelas tendências e inovações tecnológicas, têm provocado discussões sobre a qualidade dos conhecimentos disponíveis na internet. Para mim, a busca por informações concisas rapidamente, tende a desencadear um ‘empobrecimento’ do pensamento humano.

    No jornalismo, as tecnologias alteram de forma significativa os fluxos e processos de produção. Para se adaptar a agilidade dos ambientes da internet, os textos sofreram várias mudanças. Como efeito da era digital, os profissionais viram-se diante de uma nova realidade textual, mais enxuta e objetiva.

    As notícias passaram a ser produzidas em larga escala e velocidade, o que coloca em discussão alguns princípios éticos da profissão. A cada dia, perdem-se algumas características básicas para a construção do texto jornalístico. A garantia da veracidade, o testemunho do jornalista e a credibilidade do veículo de postagem da notícia, tornam-se escassas no webjornalismo.

    Por outro lado, as novas tecnologias possibilitaram para uma participação maior da comunidade no conteúdo noticioso. Isso ocorre graças à ampliação das maneiras de acesso da população à internet.

    Além disso, o formato multimídia – com a inclusão de vídeos, áudio, infográfica e uso de links –, a hipertextualidade e interatividade importantes para do jornalismo digital e fazem com que a matéria fica mais atraente para o leitor. A união desses recursos ajuda na construção da narrativa da notícia.

    No mundo digital, por meio de uma estrutura de base de dados é possível organizar as notícias de acordo com diversas referências, o que facilita a construção de um hipertexto. Com isso, a possibilidade de se oferecer uma leitura hipertextual ou hipermidiática fica mais presente. Neste modo, vale resaltar que, a tecnologia facilita a organização da redação, tornado mais ágil o processo de publicação.

    Em meados dos anos 90, diários como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, disponibilizaram seus conteúdos na internet. Recentemente, os jornais e outros importantes veículos também adotaram plataformas para Smartphones, Tablets e o aplicativo PlayMe. A cada ano, a adesão pelas novas tecnologias aumenta entre as empresas de comunicação.

    Na área de minha atuação, assessoria de imprensa, todos os dias deparo-me com situações envolvendo tecnologia. A maioria dos nossos clientes possuem páginas na internet ou integram alguma rede social. Com isso, várias experiências positivas e negativas fazem parte do meu dia a dia.
    As novas tecnologias de comunicação nos têm proporcionado um aumento na visibilidade de nossos clientes. Entretanto, atuar, principalmente nas redes sociais, requer o dobro de cuidado e sensibilidade com o conteúdo publicado. Adaptar a um formato diferente de escrita, com textos menores, leves e descontraídos, sem perder o papel informativo, não tem sido tarefa fácil para nós jornalistas.

    Todavia, com as convergências midiáticas várias possibilidades de trabalho foram abertas. Hoje, ao mesmo tempo em que o profissional é repórter de TV, ele pode escrever sobre a televisão em um blog. No ambiente virtual, as informações chegam de todos os lados.

    Além do jornalismo, as novas tecnologias digitais também causaram mudanças fundamentais no cotidiano da sociedade. As informações são consumidas pelas pessoas de modo frenético, porém superficial. A necessidade de sempre estar conectado à rede faz com que as pessoas deixem um pouco de lado o convívio social.

    REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:
    FERRARI, Pollyana. – Jornalismo Digital. São Paulo : Editora Contexto, 2003. 120 p.
    FERRARI, Pollyana. – Hipertexto, hipermídia. Contexto : 2007. 192 p.

    Dayane Malta

    11/06/2012 at 22:36

  22. São relativamente recentes os estudos acerca da participação de diferentes mídias na elaboração de enunciados e ações políticas e sociais. É quase um lugar-comum realçar o quão participativos são os meios de comunicação na formação de como as pessoas vêem o mundo e que atitudes toma a partir dessa visão. É importante ressaltar a dualidade desse fluxo, onde podemos encontrar signos conservadores e contestadores, opressivos ou libertários. ” A televisão e outras formas da cultura da midia desempenham papel fundamental reestruturação da identidade contemporanea e na formação de pensamentos e comportamentos.”(KELLNER, 2001). Também é importante observar que além da incontestável dualidade de signos transmitidos, está sua proporção, que não é de um para um. Os meios de comunicação convencionais se encontram nas mãos de pequenos grupos, que dominam a grande maioria das mensagens transmitidas diariamente. Nas palavras de Marilena Chauí, ”salta aos olhos, então, o carater paradoxal do autoritarismo das elites, visto que idéia de padrão cultural único e melhor implíca, por um lado, a imposição da mesma cultura para todos e, por outro lado, simultâneamente, a interdição do acesso a essa cultura ”melhor” por parte de pelo menos uma das classes da sociedade. Assim, negando o direito à fruição da cultura ”melhor” aos membros do povo, as elites surgem como autoritárias por ”essência” ” (CHAUI, 2007).
    É nesse quase que monopolizado contexto cultural que se destaca a importância das novas mídias no nivelamento das informações que circulam quanto ao seu interesse. Embora os pequenos grupos também demonstrem seu grande poder por websites e redes sociais, não conseguem inibir que diversas outras vozes sejam ouvidas graças à grande rede. Movimentos sociais de relevante contribuição para a renovação do mundo contemporâneo são capazes de se articular, a despeito de interesses ”maiores”, também graças a essa democratização que a inclusão digital proporciona. É fato inegável que grupos antes alheios, hoje têm o poder de se fazer ouvir. ”… os coletivos em redes poderão ser formas solidarísticas ou estratégias de instrumentalização das redes de movimentos, seja em sua forma virtual, redes de ONGs diversas no cyberespaço, sendo propulsoras de movimentos específicos, como o feminista, o ecologista, etc.; ou em sua forma presencial, as grandes marchas pela paz, constitutivas de um movimento pela paz mundial” (SCHERER-WARREN, 2006)
    Mas esse boom de acesso aos meios digitais deve ser acompanhado também pela evolução do acesso à educação. A fruição da liberdade de gritar é criticamente limitada pelos baixos níveis que a educação atínge entre aqueles que justamente mais precisam de voz. A democratização efetiva do ”onde dizer” passa obrigatoriamente pelo ”como dizer” e até ”o quê dizer”.

    Bibliografia:
    CHAUI, Marilena. Cultura e Democracia: O Discurso Competente e Outras Falas. São Paulo – Editora Cortez, 2007

    KELLNER, Douglas. A Cultura da Mídia – Estudos Culturais: Identidade e Política Entre o Moderno e o Pós-moderno. Tradução de Ivone Castilho Benedetti. Bauru – Edusc, 2001.

    SCHERER-WARREN, Ilse. Redes Sociais, Internet e Prática Política. In MAIA, Rouiley (org.) e CASTRO, Maria Céres Pimenta Spínola. Mídia, Esfera Pública e Identidades Coletivas. Belo Horizonte – Editora UFMG, 2006.

    Leandro Scavacini

    12/06/2012 at 4:42

  23. Inovação e tecnologia: é tudo real

    Interação. Talvez seja esta a palavra da contemporaneidade. A possibilidade de participar de tudo a todo momento, de opinar, de ser um autor da História, está mudando a relação das pessoas com o mundo. Vejamos no ramo empresarial. Hoje, uma empresa de sucesso não é mais aquela que simplesmente entrega seus produtos de qualidade dentro do prazo. Ela precisa oferecer algo além, uma espécie de “voz” ao consumidor, fazê-lo se sentir importante, respeitado. Torná-lo um usuário fiel de determinado produto, e não apenas mais um comprador. Para isso, cria canais de relacionamento, sites com informações extras – o caso da Nestlé, por exemplo, que mantém um portal na internet com diversos serviços e um programa diário de televisão com dicas de receitas e de saúde. Para Henry Jenkins, em seu livro “A cultura da convergência”, esta mudança se dá não devido às novidades tecnológicas, mas graças a um diferente modo de pensar, que está nos cérebros e nas interações sociais, e não nos aparelhos. “A convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento” (p.43).
    Comecei falando do mundo empresarial, mas o intuito aqui é tratar do fazer comunicação. Como as tendências e inovações afetam a comunicação hoje? Especificamente, falarei sobre a produção de imagens. Há 20 anos (e este é um tempo ínfimo em se tratando de História), se um veículo de comunicação precisasse de uma fotografia de um artista, por exemplo, teria de recorrer aos bancos de imagens pagos. Era um processo. Ligar para quem administrasse o banco, pedir uma busca, escanear o negativo e transmitir a imagem levava horas. Depois, o fotógrafo autor da imagem receberia os royalties. Em uma cobertura jornalística fora de sua cidade, este fotógrafo levava a câmera, um mini laboratório para revelação (normalmente fazia isso nos banheiros dos hotéis) e um aparelho para transmitir as imagens. Os jornais precisavam mandar os profissionais para os lugares onde a notícia estava, e, não à toa, o número de funcionários nessas empresas era maior. Eram poucos os que detinham o “poder” de produzir uma imagem, com aparato técnico e estético aceitáveis. Hoje, qualquer pessoa compra um celular com câmera ou uma câmera amadora e produz suas próprias imagens digitais, registra de festas de aniversário a acidentes em frente a sua casa. Neste último caso, faz a imagem e manda para seu jornal ou site preferido, torna-se autor de uma notícia. E nem é essencial que a imagem seja tecnicamente perfeita, já que transmitir o maior número de informações, e antes da concorrência, é o que importa. O poder da autoria renderia um estudo mais aprofundado, que não cabe neste momento.
    O que é interessante perceber é esta transferência do poder do sujeito, antes passivo e que aceitava a informação, hoje questionador e contador de histórias. É o que Jenkins (2009) chama de cultura participativa, fruto de uma inteligência coletiva, que torna-se fonte alternativa de poder midiático. “A convergência também ocorre quando as pessoas assumem o controle das mídias” (p.45), diz o autor.
    Dois episódios recentes ocorreram em Ribeirão Preto e comprovam essa ideia, de uma coletividade possibilitada pelas novas tecnologias. Um grupo de estudantes e interessados em política se reuniu para fazer uma manifestação na Câmara Municipal contra o aumento de quase 40% aprovado pelos vereadores para seus próprios salários. Intitulado “Panelaço”, o movimento, que deveria ser de apenas um dia, se estendeu ao longo de semanas e ganhou novos adeptos, graças à atenção dada pelos meios de comunicação. O barulho só diminuiu quando os vereadores cederam à pressão, e aprovaram a diminuição do percentual. A partir desta ação e percebendo que o movimento havia ganhado força, o grupo se reuniu para realizar uma virada cultural alternativa, já que o evento não seria realizado este ano na cidade pelo poder governamental. Ambas as ações foram planejadas boa parte nas redes sociais e uma espécie de resposta indignada ao tipo de poder político vigente. No caso do protesto na Câmara, sempre havia algum integrante com câmera fotográfica e de vídeo, registrando e publicando na internet o movimento, e até um pequeno documentário contando essa história foi produzido. Para o evento cultural, a programação foi feita a um mês da data ocorrer, ou seja, em pouco tempo, com encontros presenciais, mas articulados também nas redes virtuais, onde cada integrante ficou responsável por uma área. Foram dois episódios históricos, sem precedentes na cidade. Um deslocamento de poder, uma inversão de hierarquias, como ocorre no mundo virtual, em que todos podem se considerar participantes, criando uma certa horizontalidade. Há, portanto, um limite cada vez mais estreito entre o virtual e o real.

    Joyce Felipe Cury

    12/06/2012 at 15:26

  24. O mundo digital gira muito rápido e as informações mudam o tempo todo e chegam a você de maneira que há alguns anos atrás não se imaginavam.Celulares, tablets e formas móveis aumentam a velocidade em que propagandas, noticias e entretenimento entram em contato com o consumidor atual. A televisão e Radio atualmente, estão mudando sua forma de atingir seu público. Interatividade, quando se fala em mídias, essa é a nova ordem.
    A internet revolucionou, propondo uma nova linguagem na área da comunicação.Para atingir seus consumidores, as empresas estão fazendo uso, para divulgação dos produtos das novas tecnologias como web sites, banners digitais e enviando propagandas para aplicativos de internet móvel.Esses consumidores estão cada vez mais exigentes, e ativos nas suas decisões de compra.Utilizando-se de blogs e expressando suas opiniões abertamente da forma com que as empresas lhe permitem e lhe oferecem liberdade para tal. Isso faz com que os empresários precisam investir em suas propagandas.Há interatividade, não só, entre os meios de comunicação e seus usuários, mas como entre as próprias mídias.Essa convergência vem sem explorado e sendo bem aceita .
    Segundo Henry Jenkins “ todo consumidor é cortejado por vários suporte de mídias”. Henry argumenta que os consumidores da atualidade são participativos e não passivos como na antiga cultura dos espectadores dos meios de comunicação em massa.Refere-se que por mais sofisticado que os aparelhos possam ser, a convergência midiática acontece mesmo é com os consumidores.Com o grande volume de informação, os consumidores estão se tornando cada vez mais “seres pensantes”,exigindo mais das mídias.
    Somos uma inteligência coletiva, não tem possibilidades de sabermos tudo, mas pedaços do todo. Esse fato, nos integra e interage socialmente, e estamos aprendendo as regras desse jogo ainda , e principalmente a lidar com essa nova cultura.

    Giselle Villela Prado

    12/06/2012 at 16:00

  25. Aluna: Mariana Lellis Pizzi
    Curso: Comunicação e Linguagens Midiáticas

    A convergência e a as novas tecnologias
    Com o passar dos anos, os veículos de comunicação vem crescendo com o auxílio e a utilização da internet no mundo. Não só utilizada como aumento de interatividade, a internet também foi responsável pelos nascimentos e fortalecimento de grandes veículos comunicativos. Notamos que com o avanço tecnológico, muitos internautas navegam diariamente na internet e desfrutam de suas coisas boas. Hoje já possuímos vários meios tecnológicos, chamados de novas tecnologias, e a internet está entre eles, aumentando a cada dia e melhorando ainda mais seu acesso pelo mundo. Nos dois textos em análise, Jinkens e Marcondes falam em seus artigos sobre a evolução da comunicação conforme os anos. É muito indescritível analisar a revolução em que passamos desde a época das cavernas. A comunicação acontecia por sinais e depois acabou se desenvolvendo até chegar aos dias atuais. Saber que hoje temos e-mail ao invés de carta, álbum de fotos eletrônicos ao invés do papel e programas de TV via internet. São tantos efeitos e novidades que a comunicação vem se desenvolvendo com o passar das horas, principalmente através da internet.
    No início do texto de Henry Jenkins, “Cultura da Convergência”, percebe-se que o autor já começa analisando o avanço e rapidez da internet nos últimos tempos. Um tipo de linguagem divulgada em uma página da rede social de um artista pode virar febre mundial e aparecer em diversos países. Foi o que aconteceu no caso da imagem do personagem Beto, do Vila Sésamo, com a de Osama Bin Laden citado no texto. Atualmente, podemos citar como exemplo aqui no Brasil o vídeo de dois irmãos que cantaram uma música gospel e devido à ênfase humorística colocada pelo garoto de um sorriso enorme e sua animação em um parágrafo da letra da música, o vídeo estourou pelo Brasil e virou febre nos programas de televisão que criaram concursos de imitação do “Para nossa alegria”.
    Com tanto avanço, interatividade e rapidez, a internet veio deixando alguns meios de comunicação como a TV, revista e rádio com medo. Medo da extinção, do acabamento e do ultrapassado. Por isso, hoje as TVs, rádios e revistas vem tentando interagir com seus expectadores, ouvintes e leitores por meio das novas tecnologias, para não ficar atrás de tanto avanço. Essa interação pode ser chamada, segundo o texto em análise, como convergência entre os meios. Convergência pelo motivo de meios antigos estarem se interligando e unindo as novas tecnologias. Essa união e interação geraram a cultura de convergência. O que imaginávamos há alguns anos sobre o acabamento de alguns meios de comunicação, hoje estamos vendo a modificação e “amizade” entre eles. No início até achávamos que a revolução digital ia tomar o lugar total de muitos meios, mas hoje se analisarmos o que presenciamos, notamos que as TVs estão utilizando da internet para lançar TVs on-line, as rádios estão investindo em podcast e as revistas estão sendo disponibilizadas em PDF através de downloads. Esses são apenas alguns exemplos do que podemos encontrar na internet hoje, do que podemos notar de interação entre esses meios e da participação dos mesmos com os milhares de internautas que temos pelo mundo.
    Com tanta evolução, de um tempo pra cá a Indústria Midiática vinha tentando forçar o consumidor a voltar a relações e normas antigas, porém o mesmo passou a andar sozinho e atuar com sua própria opinião. Hoje o consumidor sabe onde está pisando, sabe verificar aquilo que se enquadra com seu dia a dia e também analisa o que é interessante ou não. Ele não é mais um consumidor acomodado, e sim, participativo.
    Para Jenkins, houve um grande aumento e grandes transformações no cenário de criação e consumo midiático. A televisão, o cinema, a publicidade, a internet e outros meios de linguagens midiáticas sofreram modificações significativas no mundo atual. O consumidor passa a interagir com todas as áreas, passa a participar de fóruns de discussões relacionados a assuntos que lhe chame a atenção, criando também sites ou blogs para expor sua opinião. Podemos analisar isso como o caminho da indústria midiática, ela oferece e o consumidor aceita dando a continuidade. Como exemplo, podemos citar a saga do Harry Potter. São mais de sete livros que se transformaram em filmes, onde o público-alvo adolescente além de consumir a leitura e o cinema, consumiu os fóruns, blogs e moda voltados para a saga na internet.
    Com toda a interação e interesse do consumidor nos meios e com seus produtos, a convergência passa a ser analisada para Jenkins como uma forma simples. Não acontece devido ao avanço tecnológico que sofremos diariamente, mas sim, a convergência acontece dentro da cabeça de cada indivíduo, devido à transformação cultural em que os consumidores são incentivados a procurar informações e conteúdos novos. Essa procura acarreta na interação entre receptor e o meio midiático acessado.
    Depois de tantos pontos que englobam essa cadeia tecnológica do emissor para/com receptor (consumidor), os nossos hábitos passam a ser influenciados pelo mercado de produtos que produzem brinquedos, roupas, cosméticos, eletrônicos, entre outros, ligados a alguma veiculação, ou novela, ou filme, ou até mesmo músicas. Tudo isso pode ser explicado da maneira em que esses meios sempre deixam o consumidor com vontade de quero mais, assim eles dão a iniciativa e depois o consumidor se interessa em buscar mais sobre o assunto explorado. Na realidade, o consumidor quer explorar o que ele puder, pois com os meios tecnológicos de hoje a vontade de aprender mais e resgatar muitas coisas sobre diversos assuntos aumenta conforme a facilidade do acesso as informações.

    Mariana Lellis

    13/06/2012 at 0:28

  26. APRESENTAÇÃO:

    O presente trabalho tem como propósito refletir sobre conceitos discutidos no
    módulo de Novas Tecnologias Midiáticas. A análise em questão desenvolveu-
    se a partir das considerações apresentadas em sala e pesquisas bibliográficas.
    A ideia é fazer esta abordagem estabelecendo uma análise do processo
    histórico das mudanças sofridas pelo jornalismo com a chegada das novas
    tecnologias.

    Por Dayane Malta

    Convergências Midiáticas: o jornalismo na era das novas tecnologias digitais

    A mídia impressa, por séculos é utilizada para divulgar notícias as
    populações. Desde os primórdios até hoje, vem deparando-se com constantes
    adaptações. A primeira grande mudança ocorreu com o início da era do
    jornal moderno, instalado a partir da invenção da prensa, criada por Johann
    Gutenberg. O invento possibilitou a difusão de relatos e conhecimentos.
    Posteriormente, com o surgimento do telégrafo, a imprensa escrita ganhou
    força total. O jornal consolidava-se como o principal veículo de divulgação de
    informações.

    Nos anos 20, com a chegada do rádio no cenário midiático, esse
    conceito passou a ser discutido. Os jornais tiveram que reavaliar seu papel
    como principal fonte de informação da sociedade. Com o tempo, já adaptados
    à novidade representada pelo rádio, os impressos viram-se na mesma
    situação. Entrava em cena outro e poderoso veículo: a televisão. A TV tornar-
    se-ia a maior concorrente do rádio. Com o tempo, descobriu-se que para o
    jornal impresso o veículo não seria uma ameaça, pois, ao contrário do rádio e
    da TV, o jornal possui um público específico.

    No início da década de 90, a aparição da internet causou novos
    desafios. Para acompanhar os novos hábitos de consumo de informação das
    pessoas o jornal, o rádio e a televisão foram obrigados adaptar-se a uma única
    plataforma: a internet.

    As tendências e inovações digitais surgiram para complementar os
    meios tradicionais de distribuição de conteúdos. Com a convergência midiática,
    o jornalismo passou a contar importantes auxiliares na transmissão das
    notícias e informações: as novas tecnologias.

    Agora, equipamentos como sites, blogs, redes sociais, aplicativos para
    tablet e smartphone, entre outros, passam a ampliar os canais de interação
    dessas mídias com o público. As novas tecnologias promoveria um alcance
    maior dos assuntos de interesse geral. Além de diversificar os formatos e

    gêneros dos conteúdos midiáticos.

    Tais convergências midiáticas, estimulada pelas tendências e inovações
    tecnológicas, têm provocado discussões sobre a qualidade dos conhecimentos
    disponíveis na internet. Para mim, a busca por informações concisas
    rapidamente, tende a desencadear um ‘empobrecimento’ do pensamento
    humano.

    No jornalismo, as tecnologias alteram de forma significativa os fluxos
    e processos de produção. Para se adaptar a agilidade dos ambientes da
    internet, os textos sofreram várias mudanças. Como efeito da era digital, os
    profissionais viram-se diante de uma nova realidade textual, mais enxuta e
    objetiva.

    As notícias passaram a ser produzidas em larga escala e velocidade,
    o que coloca em discussão alguns princípios éticos da profissão. A cada
    dia, perdem-se algumas características básicas para a construção do
    texto jornalístico. A garantia da veracidade, o testemunho do jornalista e
    a credibilidade do veículo de postagem da notícia, tornam-se escassas no
    webjornalismo.

    Por outro lado, as novas tecnologias possibilitaram para uma
    participação maior da comunidade no conteúdo noticioso. Isso ocorre graças à
    ampliação das maneiras de acesso da população à internet.

    Além disso, o formato multimídia – com a inclusão de vídeos, áudio,
    infográfica e uso de links –, a hipertextualidade e interatividade importantes
    para do jornalismo digital e fazem com que a matéria fica mais atraente para o
    leitor. A união desses recursos ajuda na construção da narrativa da notícia.

    No mundo digital, por meio de uma estrutura de base de dados é
    possível organizar as notícias de acordo com diversas referências, o que
    facilita a construção de um hipertexto. Com isso, a possibilidade de se oferecer
    uma leitura hipertextual ou hipermidiática fica mais presente. Neste modo, vale
    resaltar que, a tecnologia facilita a organização da redação, tornado mais ágil o
    processo de publicação.

    Em meados dos anos 90, diários como Folha de S. Paulo e O Estado
    de S. Paulo, disponibilizaram seus conteúdos na internet. Recentemente,
    os jornais e outros importantes veículos também adotaram plataformas para
    Smartphones, Tablets e o aplicativo PlayMe. A cada ano, a adesão pelas novas
    tecnologias aumenta entre as empresas de comunicação.

    Na área de minha atuação, jornalismo empresarial, todos os dias
    deparo-me com situações envolvendo tecnologia. A maioria dos nossos
    clientes possuem páginas na internet ou integram alguma rede social. Com
    isso, várias experiências positivas e negativas fazem parte do meu dia a dia.

    As novas tecnologias de comunicação nos têm proporcionado um
    aumento na visibilidade de nossos clientes. Entretanto, atuar, principalmente
    nas redes sociais, requer o dobro de cuidado e sensibilidade com o conteúdo
    publicado. Adaptar a um formato diferente de escrita, com textos menores,
    leves e descontraídos, sem perder o papel informativo, não tem sido tarefa fácil
    para nós jornalistas.

    Todavia, com as convergências midiáticas várias possibilidades de
    trabalho foram abertas. Hoje, ao mesmo tempo em que o profissional é repórter
    de TV, ele pode escrever sobre a televisão em um blog. No ambiente virtual,
    as informações chegam de todos os lados.

    Além do jornalismo, as novas tecnologias digitais também causaram
    mudanças fundamentais no cotidiano da sociedade. As informações
    são consumidas pelas pessoas de modo frenético, porém superficial. A
    necessidade de sempre estar conectado à rede faz com que as pessoas
    deixem um pouco de lado o convívio social.

    REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

    FERRARI, Pollyana. – Jornalismo Digital. São Paulo : Editora Contexto, 2003.
    120 p.
    FERRARI, Pollyana. – Hipertexto, hipermídia. Contexto : 2007. 192 p.

    Dayane Malta

    15/06/2012 at 14:41


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